17 de dezembro de 2010


Hoje vim emocionado.
Motivo pelo qual estou de óculos escuros rasos d'agua.
Existe uma ansiedade louca no útlimo dia antes de umas férias coletivas.
Encontro-me nesse estado, Minas Gerais.
A boca anseia por uma cerveja; os pés por um chinelo; a cabeça uma ducha fria e o coração, ah! esse anseia por um cateterismo sentimental.

Música do dia: meu vaqueiro, meu peão / mastruz com leite. pronto, parei.

P.S > Tentarei me atualizar visualmente lá de casa nesses 22 dias. se quiserem se emocionar, me assistam estaticamente enquanto finjem que trabalham aí sentados.

16 de dezembro de 2010



Hoje vim aprovado.
É verdade. Passei na Guignard.
Não sei comemoro ou se só fiz a minha obrigação.
1,88 por vaga é até um insulto à minha inteligência.
Não sei porque não havia pensado nisso antes.
Aulinhas de história da arte são convites ao devaneio filosófico imagético pós-conceitual.
Ficarei mais zen em 2011. zen fazer nada.
Em breve venderei quadros na feira hippie e fumarei o famoso cigarrinho de artista.

Frase do dia: Passei!
Cena do dia: Ver que passei em 9º lugar no meu curso e turno.
Música do dia: Bandolins / Oswaldo Montenegro.


P.s - amanhâ entraremos em férias corretivas. o stress tem seus dias contados. 22 para ser mais exato. Me convidem para tudo, a qualquer hora.

15 de dezembro de 2010



Hoje vim virado.
Passei a noite resolvendo pendências profissionais pessoais.
Peguei buzu encostado, esperando as pálpebras se colarem involuntariamente.
Estou ansioso pelas minhas férias que mesmo coletivas, usufruirei sozinho.
Camisa vermelha para combinar com as olheiras.
Sinto que bodarei a la Chico Xavier várias vezes durante o dia.

Sentimento de dever cumprido e comprido. Algo em torno de 12 homens-hora.
Tudo para salvar o rombo de 2010.
Que venha 2011. Com calma q eu estou cansado.




Cena do dia: mulher igual a Lacraia tirando onde de Iphome (shopping oi) e fazendo um DR em voz alta. Tipo barraco móvel.
Frase do dia: E esse dia que o mundo vai acabar que não chega. Vem nimim 2012.

14 de dezembro de 2010




Hoje vim desolado.
Ah, nem viu!
Ser legal devia ser ilegal.
Sujeito a pena de sorte e sentado aqui nessa cadeira elétrica
por que é que nunca deu certo?
qdo o pessimismo encontra o mau humor tudo é possível.
quando algo está bem, mesmo estando ótimo é ruim por algum detalhe que saiu do controle.
estou exausto sentimentalmente.
olheiras psicológicas demonstram isso.
por increça que parível não há nada a fazer.
padeçamos no inferno.
natal nada.
eutanásia laboral agora.

Música do dia: Asas / Maskavo
Cena do dia: Caminhão dando ré na Nossa Senhora do Carmo com um lixeiro correndo de laranja e acenando uma flanela para fazer desviar os carros que subiam inadivertidamente.
Frase do dia: Não dá tempo de fazer mais nada nesse ano.

13 de dezembro de 2010


Hoje vim calado por não ter nada a dizer.
Exceto: tá quente para caralho!
Pronto, falei.

Música do dia: Onda, onda, olha a onda! Pronto, parei.
Cena do dia: Ser avisado pelo porteiro do prédio que a BHtrans tava rondando o tubarão-baleia.

10 de dezembro de 2010

E que tal postar algo aqui a apenas 1 minuto da meia-noite?

9 de dezembro de 2010




Hoje vim machucado.
Com o dedo mindinho esquerdo parecendo uma pequenina berinjela.
Após uma adormecida de pernas e uma brusca levantada da cama, meus joelhos falharam. Caí como as torres gêmeas. Implodi-me torcendo o coitado do dedinho ao contrário. A dor e o susto não me impediram de eu olhar para o céu enquanto estava caído. Caí como uma barata e levantei-me como um babuíno, me arrastando de volta para meus aposentos.
Deitei novamente tentando entender o acontecido, queixei-me com Deus e apaguei.
Ao acordar me deparo com a pequenina berinjela. Um dedinho metido a dedão.

Sonho do dia: Trabalhar sem precisar ganhar dinheiro.

Cena do dia: Mulher-coxinha perdendo a noção com o headphone alto e cantando, desafinadamente, a música Human do The Killers.
Se eu fosse o The Killers matava essa Woman-coxinha.

Pensamento do dia: Ao término de um relacionamento, os envolvidos podiam emitir um atestado para que o outro possa faltar, pelo menos, uma semana de trabalho e ter tempo de assimilar o acontecido. Se eu trabalhasse numa fábrica já teria perdido um dedo. O mindinho.

7 de dezembro de 2010


Hoje vim disfarçado.
Me esquivando de meus pensamentos. Aprisionando-os dentro de meu boné.
Só penso naquilo. Daquela maneira. De um jeito meu. Quis dividir, somar e multiplicar. Raiz quadrada do ciclo de krebs.
A fórmula de bhaskara se encontrou com a sequência de fibonacci. O infinito é um dos deuses mais lindos.
Fundo infinito com super exposição. Sem contraste não há foco.
Só conhecemos nossos limites quando os ultrapassamos.
O radar me pegou em alta velocidade. Estava fugindo de minha sombra quando ela, simplesmente, desapareceu com o flash que foi disparado. Perdi a pista do que estava seguindo. Tive que parar e olhar para trás. Só vi meus erros e padeci. Qual caminho seguir?

6 de dezembro de 2010



Hoje vim aliviado.
Após uma angústia louca para fazer meu vestibular. Acabei por fazê-lo e acredito ter me saído bem.
Fiz vestibular pois completei 18 anos e tenho que decidir o que farei quando crescer.
Agora só falta meu título de eleitor anarquista e minha carteira de motorista provisória.
Não demora muito e já darei meu primeiro beijo na boca.
Ah, como é bom ser adulto.
Minha taquicardia continua a me incomodar. Tremo por dentro ao acordar. I'm too young to die and too old to rock n' roll.
Tem algo me incomodando mas meu plano da Unimed não cobre minha carência.

Música do dia:
De manhã cedo acordo atrasado 
Só vivo matutando 
O que postar no hojevimassado

O pai leva ao dotô 
O filho adoentado 
Não como, não estudo 
Não navego, não quero nada...
E eu só quero 
Preciso relaxar 

Mas meu cardiologista nem me examina 
Chamando meu pai de lado 
Lhe diz logo a real
Que meu mal é o da idade 
Que prá tal taquicardia 
Não tem um só remédio 
Naquela farmacinha…



Cena do dia: conferir o gabarito e perceber que fechei a prova de português e inglês do vestibular da UEMG.

3 de dezembro de 2010



Hoje vim automatizado.
Tentando freiar o tempo, ao mesmo tempo que preciso que ele passe rápido.
Quero chegar logo na parte onde eu me dou bem.
Ou será que fui iludido durante todos esses anos?
Sinto uma azia cardíaca e uma palpitação cerebral.
Enxurradas sinápticas inundam-me até a garganta. Engasgo com palavras que não consigo cuspir.
Sei assobiar. De várias maneiras. Com os dentes e as bochechas. Assobiar sim, me distrai.
Canto músicas diversas. Todas com o mesmo propósito.

Vim bunitinho hoje. Camisa branca sobre café com leite. Calça jeans meio black meio blue.
Black + Blue = Blueck


Música do dia: The Cave / Mumford & Sons

2 de dezembro de 2010




Hoje vim identificado. Apenas. "Entre aspas". absorto. absurdo. abstinente. abstraindo a vida como ela é e não como devia ser.
Inexisto. Invisível a olho nu.
Nu não tem acento. Nem tu.
Emoção igual chiclete. Com o tempo perde o gosto.
Tabletes de Zeca Baleiro na porta das escolas da vida alheia.
SE EU GRITAR NO ORELHÃO PÚBLICO SEREI OUVIDO PELO MUNDO INTEIRO?
Amém.



1 de dezembro de 2010



Hoje vim calado.
Engasgado com o que tenho que engolir.
Me segurando para não vomitar verdades e ser tachado de pessimista.
Chove canivete, corto a minha carne e sangro.
Sangue nos olhos, faca na caveira e o queijo na mão.
Olheira de panda para compor o modelito. Sem barba pois quero me disfarçar de adaptado.
Camisa fosca, sentimento tosco, couchê fosco 180.
Não ouço nada, não me pronuncio.
Espero o momento ideal de continuar esperando que o mundo mude.
Foda-se meu.
Perambulo pelo dia, louco para me encostar no meu travesseiro.
Modo sleep, restart ou shut down?
Depende da energia.


Low bat.


P.S - ao fundo, Ronan sem Cabeça

30 de novembro de 2010





Hoje vim camuflado.
Me esquivando dos problemas atuais. Fugindo para preservar minha vida.
A trincheira é a da Contorno. O caveirão é meu tubarão baleia. Minhas armas? Não uso armas, só a conversa, a compreensão e o desejo de recomeçar. Eu sou da paz.
Uma homenagem póstuma aos que morreram de alguma maneira com a guerra.
Vim de carro. Hoje tenho carretos pessoais a fazer. Parei longe e vim me rastejando para escapar das balas e jujubas perdidas.


Música do dia: Tropa de elite / Tijuana
Frase do dia: Peço para sair. Peço para sair. Fanfarrão 05.
Cena do dia: Ver o Elias ficar maluco e avistar o Fernandi-nho à beira-mar.

29 de novembro de 2010




Hoje vim desenhado.
Tudo na vida é igual a uma história em quadrinhos.
O fim pode ou não ser feliz.
O spoiler que eu nunca quis ler, mas que nos quadrinhos anteriores foi se tornando previsível. Detesto histórias assim.
Sem super-herói e donzela em perigo, o enredo fica sem graça.
Tiragem única, de raridade comprovada.
Talvez a minha autobiografia explique com detalhes esse dia 29 de novembro.

Cena do dia: Ver o mundo inteiro como algo irreal, criado apenas para nosso entretenimento.
Música do dia: trilha sonora do jogo Mario Bros
Frase do dia: Puta! Corno!

26 de novembro de 2010


Hoje vim ensopado.
Belo Horizonte precisa de mais vagas, menos pessoas e mais marquises nos prédios.
Se o queima-queima do Rio de Janeiro tivesse acontecido em BH, os bandidos não teriam tanto sucesso. Fogueira não pega na chuva. Acho, até, que eles iriam abrir os vidros dos carros para a água molhar o estofado e DVD player com GPS, em represália.
Dormi super tarde. Quinta intensa = quintensa.
Sexta feliz = sexliz
Logo logo, ela chega.
Bom pra mim e para meu sorriso.

Frase do dia: tô ficando molhadinho
Cena do dia: minha mochila cainda numa poça a metros da entrada do prédio
Música do dia: Chove chuva / biquini cavadão

24 de novembro de 2010



Hoje vim sepia.
Esperançoso e especialmente exaurido.
Fui flertar o futuro.
Ganhei gostosos galanteios.
Homem hannibal.
Inteligência intrínseca inigualável.
Juro jogar justo.
kkkkk.
Lamento lutar localmente.
Metade menina, metade mulher.
Nada, nada, nada.

23 de novembro de 2010



Hoje vim preparado para o pior. Fui ao encontro do orçamento de parachoques perfeito.
Muita oficina feia, muito sorriso banguelo. Muito achismo e rebimboca da parafuseta.
Orçamentos de 1800 a 300 reais.
Mecânica e lanternagem deveriam ser ensinados no primário.
Mecânicos ganham mais que designers. Pelo menos minhas unhas estão sempre limpas.
Os carros ou extensões psico-penianas merecem todo o cuidado do mundo. Serem jogados nas mãos de porcos engraxados phd's em engenharia mecânica empírica. Uma oficina de perto é a visão do inferno.
Desmontam seu carro com o descompromisso natural da classe. Aquela porquinha que fica dentro da porta e que é responsável pelo não-barulho hiper incômodo é jogada no chão e misturada a milhares de outras de outros desmanches anteriores. 
Funciona quase como uma mixagem automobilística.
O sistema nos corrompeu. Há séculos.
Vivemos a virada dos valores. Estamos na eminência do caos apesar de já estarmos vivenciando-o.
Sucumbamos aos prazeres do capitalismo. Troquemos de carro, de casa, de vida e também, de valores.
Cérebros adaptados a preços imperdíveis. Não percam.
Ontem li na capa de uma revista na banca "Melina descobre gravidez de Diana e decide matar o bebê!"
Dúvidas? Vai reclamar com Deus que agora está do lado do Roberto Marinho.
O preço da inteligência é a angústia causada pela impotência.



música do dia: Crua / Otto

Frase do dia: Sou eu assim sem vc  / VOZ DE ADRIANA CALCANHOTO

Cena do dia: Presenciar a graça desgraça que há no riso do mecânico banguelo.

22 de novembro de 2010



Hoje vim recapitulado. Esses são meus 3 dias ausentes do blog. Além de muito trabalho na pauta, vivo um gap de inspiração. Continuo a me registrar visualmente mas sem muito o que dizer. Fico com medo de ficar muito exposto através dessa mídia. Paparazzis já me perseguem nos shoppings e ruas da Savassi. Ainda mais depois que o Censo 2010 usou minha tatuagem como marca. Sou um emergente decadentemente conhecido por ser totalmente anônimo. Estou aqui para incomodar.
Me sinto túrgido de emoções, sensações, referências e insights. Nada mais sai dessa esponja cinzenta. Não por agora.
O mal do século me afeta desde o século passado. É cada vez mais difícil ter identidade numa sociedade baseada no consumo e na competição. Deus se confundiu ao me por nesse momento da evolução. Sou da época medieval, onde a competição gerava morte e não stress.
Tenho tudo para ser feliz, mesmo assim a mídia me rouba isso e me deixa puto comigo mesmo.
Não, não vou me suicidar. Não antes de ter realizado o sonho de dar a volta ao mundo. A pé.
Ou seja, falta um tempinho ainda para eu morrer. Desfrutem de mim enquanto é tempinho.


17 de novembro de 2010




Hoje vim apavorado.
Lá do nonagésimo oitavo andar mal eu conseguia ver os carros. Muito menos as pessoas. Todas as linhas de fuga fogiam de mim em direção ao infinito que terminava no asfalto e nos telhados das casas.
A tábua que eu estava sentado era solta em ambas as pontas. Da largura de, no máximo, 2 palmos. Ventava muito e isso me dava vertigens típicas de homens virgens. Eu não, sou de gêmeos.
Minha mãe e a Clara voavam sem medo, por perto, tentando me passar alguma segurança. Em vão. Eu tremia de medo e frio por causa dos ventos típicos da estratosfera.
Fiquei horas balançando e me perguntando: Como eu vim parar aqui?
O fato é que a resposta não mudava o cagaço. Estava, praticamente, numa cadeira de balanço há trocentos metros de altura. E, eu nem sabia voar.
Acredito que minha mãe tenha encontrado os paraquedas que utilizei, voando sem destino. Eles não vinham com mochila e por isso, tive que me agarrar forte às cordinhas soltas.
Agarrei minha mãe e a Clara e pulei quase que para um suicídio. Só me lembro do toque de minha botinha "buddypoke" num telhado de amianto de uma casa humilde que era vizinha do arranha-céu. Entramos igualzinho ao papai noel, só que sem chaminé.
Aterrisei suave, mas estou tremendo até agora.
Depois desse sonho, não me lembro de mais nada que acontecera a caminho da Intra.
Vim de camisa coringa, literalmente. O casaco azul reforça a cor dos meus olhos que refletem o cinza chumbo das nuvens carregadas de lágrimas de crocodilo dundee.


Frase do dia: Madeira!
Música do dia: Vamos pular! Vamos pular! Vamos pular! Banda pop dos anos 80: Sandy e Júnior
Cena do dia: Ver minha mãe e minha filha nadando no ar sem engolirem a água da chuva.

16 de novembro de 2010




Hoje vim desnorteado. Acordei lesado pelo fim de semana emendado. Sem saber se tinha ou não que vir trabalhar.
Só tenho um propósito hoje: contactar o cara que bateu no tubarão baleia. A prensa acontecerá em breve. Só tenho medo de ser assassinado na oficina que ele me indicou. Torçam por mim. Acidentes no trânsito podem matar mesmo que você esteja usando cinto.
Nego engaveta em 2 carros, argumenta que não tem carteira, se podemos aliviar no BO para deixar de me atender no celular para ganhar tempo para arranjar dinheiro. Eu sou muito bom mesmo. Vou ser canon nizado.
Vim com a camisa do Catch a fire para me manter mais calmo e tranquilo. Azul marinho + agasalho listrado PB + anorak preto articulado no bazarseu.blogspot.com
Música do dia: Wild Jungle / acho q se chama assim, sei lá.
Cena do dia: Palavras cruzadas de uma usuária do ônibus aberta na página: Cuidado com as cobras.

12 de novembro de 2010

 


Frase do dia:  Afinal, o que querem as mulheres?
Eu sei, eu sei, dirão os engraçadinhos.


No divâ laboral: Débora, Mariana e Simone.



Hoje vim alternado: ônibus errado + táxi em linha reta para minimizar meu atraso.d
Dormi em outra cama para sonhar outros sonhos.
Camisa goiaba combinando com calça verde clara. Pareço uma planta.


No futuro, inventarei a vasectomia sentimental. Ficarei rico com isso. E, talvez, feliz de uma maneira medíocre.
Cenas do dia:
1.adesivo colado num kadett com os dizeres: Eu amo a minha esposa.
2. Mariana jogando peteca com o pão de queijo afim de evitar a catástrofe da queda do mesmo no carpete.
Música do dia: acho melhor não revelar o que ecoa em meu cérebro no momento.

11 de novembro de 2010




Hoje vim meio mudado. Capaz de brincar, sendo paciente com meus pais. Acredito que eu deva parar logo de beber coca-cola. fiz umas continhas burras e vi que a coca é, praticamente, 1/3 do custo de meus almoços rotineiros.
A coca-cola apesar de deliciosa é um líquido mais caro que a gasolina e não leva ninguém a lugar nenhum. Acredito que só ganho com essa decisão. Se alguém, ainda assim, quiser me oferecer uma latinha, não se policie, eu irei aceitar.
O dia é cinza e por isso estou em grayscale.

frases do dia:
1. pelos poderes de grayscale.
2. escape from reality.
música do dia: bohemian rhapsody / queen.

10 de novembro de 2010




Hoje vim relaxado. O momento é de reflexão.
A vida é para ser vivida.
A vinda, também, é para ser vivida.
Olhar diferente o cotidiano nos faz melhores.
Um horário diferente do ônibus (busão para os íntimos) já proporciona novas experiências. Vim até sentado, acreditam?
Menas gente, menas problemas, menas empurra-empurra.
Vim com uma camisa da Element com a estampa "A árvere somos nozes". Os tons combinam com a calça verde musgo confortabilíssima.

O capitalismo que karl Marx não conheceu:
é ele que te faz querer trocar de carro, de computador, de roupa, de casa, de vida, de companhia e de emprego.
sua ansiedade, azia, mal-estar e dor de cabeça, impotência, são culpa dele também.
seu stress, sua vaga roubada, seu retrovisor arrancado, sua família desunida, seu pesadelo de noite, seu terno fora-de-moda, sua gravata que não combina, seu sapato apertado, seu ônibus lotado, os buracos das ruas, seu pneu meia vida, sua vida meia vida, sua meia furada, seu dólar furado, seu joanete, sua pulga atrás da orelha, seu piercing no umbigo, seu cofrinho à mostra, seu portão eletrônico que não abre, seu vizinho que deixa o alarme do prédio gritando, seu fantástico, sua zorra total, seu domingo legal, seu sofá amassado, sua geladeira barulhente, seu forno que não esquenta, sua churrasqueira que suja, sua barba que cresce, seu sorriso amarelo, seus óculos engordurados, sua marquinha de biquini, seu filét com fritas, sua coca ks com gelo e limão, seu self service com mais de 100 variedades, seu cartão de crédito estourado, sua barriguinha de chopp, seu futuro incerto, o efeito estufa, o el ninho, sua rasteirinha, seu pretinho básico, seu relógio já inútil, seu controle remoto sem pilha, sua vontade de big mac, sua vontade de viajar, sua vontade de ficar em casa no fim-de-semana, seu blush em excesso, seu tempo curto e seu celular sem wi-fi também são culpa dele, o captialismo
seja isento. desligue a tv. durma muito. ande. olhe para o céu. converse com todo mundo. almoce só quando tiver fome. veja beleza no asfalto. não repare nos outdoors. ouça música boa. ouça música ruim e dance como se estivesse sozinho. beije de língua. durma de olho aberto. ande pelado em casa. ande pelado de noite nas ruas. xingue seu deus. grite no topo do mundo. dirija de olhos fechados. critique. elogie. aplauda. cale-se.


música do dia: metero da paixão / luan santana. pronto, parei.
cena do dia: chegar no andar da agência e ver os intragencianos sentados no corredor, pois, ninguém tinha chave para entrar.
frase do dia: aqui se compra, aqui se paga com dificuldade.

9 de novembro de 2010





Feriado à vista! ou em 2x sem entrada no cartão bhbus.

Hoje vim encostado. Encontrei um poste desocupado dentro do buzu. Nele me encostei simulando o conforto de estar sentado.
Optei por vir mais rápido e em pé.
Amanhâ faço diferente, juro.
Custei a conquistar meu lugar no buzão.
Vim com uma calça vermelha a la Fiuk. Camisa preta quase cinza. Estou estranho e por isso pus uma roupa estranha. Depois melhoro.


PENSAMENTO
Os filósofos eram usuários… de ônibus.
O contato físico direto com a massa proletária de pé é efetivamente capaz de te transportar para outra dimensão. A dimensão metafísica. Nessa experiência sinestésica, coloco em prática, diariamente, dois postulados físicos: 2 corpos quase ocupam o mesmo lugar no espaço e o teletransporte como forma de abstração à crua realidade.
Nesse último postulado, encontramos a cachaça, a maconha e o LSD como métodos alternativos eficazes para esse objetivo. Sendo, a cachaça a mais barata e efetiva delas.

PARTICIPEM DO " QUIZ TRISTEZA":
Qual o propósito do trabalho?
(    ) Ganhar dinheiro
(    ) Juntar dinheiro
(    ) Gastar dinheiro
(    ) Acordar cedo
(    ) Dormir preocupado cedo para conseguir acordar cedo descansado do dia de trabalho que acabara de acabar
(    ) Ter patrão
(    ) Acatar as mazelas dos clientes
(    ) Poder dizer na mesa de um bar às 21:15 de um dia de semana: Tenho que ir, amanhâ eu trabalho.

Música do dia: Segura o tchan! / Tchan. pronto, já parei.
Cena do dia: Mulher-Tanajura usando sua bunda como forma de desapropriação de espaços nobres dentro do ônibus. Mas, o cabelo chapinha, a unha vermelhinha e a sandalinha rasteirinha estavam lá, super na modinha tosquinha. Ela tava "sissy" Sissintindo a tal.
Frase do dia: Ah, o verão! Os corpos suados, a roupa melando, os sorvetes derretendo, o sono depois do almoço e os vagabundos bebendo aquela cerveja gelada na porta dos bares da savassi logo cedo.

8 de novembro de 2010



Hoje vim cheio de dedos. vim de preto. camisa reggae nation comprada na sexta-feira durante a hora do almoço.
Sabe aqueles dias que você não quer se expressar?
Nem meu diário visual precisa saber de mim.
Mistura de sono com vontade de sumir. Sugado por meus sentimentos.
Pareço uma azeitona em boca de banguelo. Uma hora serei cuspido dessa dimensão para cair em mim. Aí eu levanto, sacudo a poeira e dou uma arrumada nas minhas gavetas psicológicas.
Minha mão é gigante ou o mundo tem se tornado menor?

5 de novembro de 2010



amar ela
amar é linha
lar anja
ver melho
lar ver de lar, anja
amar anja
preco branto
az ula nil


Hoje vim incomodado. 
Dormi mais tarde que o normal e acordei mais cedo que o usual. Passei por um sono conturbado. Algo físico. Sem uma sensata explicação, apesar de eu saber exatamente o porquê. Foi mais forte que eu.
Vim com uma camisa q eu adoro. ela estiliza a silhueta do ópera house. Já está comigo há anos e nem demonstra sinal de desistência.
Preciso praticar mais a neurolinguistíca. Pratico tanto a neuro como a linguística, separadamente. Juntá-las tem sido foda.
Foda mesmo é gastar grana comprando lanche e chegar na agência e ter lanche free. Quase aluguei um outro estômago para estocar os quitutes.


música do dia: Caladinha > essa música tem autor ou faz parte da crendice popular?
cena do dia: ver as camisas que eu quase comprei ontem com 50% de desconto hoje. entrei e fiz uma miséria. tipo Bill Gates no shopping Oi.

4 de novembro de 2010


Hoje vim eternizado e quadriculado. Sou eu aí nesse impresso. Estou na mesma posição. Postal comemorativo de 40 anos da Fuma em 1994. Ano que entrei na faculdade.
Autor das fotos: Weber Pádua
Colecionador do postal: Wenderson.
Na foto de hoje não dá para ver, mas estou muito bem vestido. Camisa azul para ressaltar os olhos, calça jeans e camisa branca por cima. Tão sobre tão.
Resolvi começar a investir em produções motivacionais.
Estou fudido e bem vestido. Vamos ver até quando...

Cenas do dia:
1. Capotagem cinematográfica de um motoboy em frente ao tubarão baleia.
2. Achei um cabelo branco saindo do meu nariz. Será que minha nareba é mais velha que meu corpo? E quem fez essa troca de peças ingrata? Deve ter sido na fábrica de Deus.
Música do dia: Pneus de carro cantando para parar antes do motoboy entrar por debaixo do carro.
Frase do dia: Não contavam com a minha astúcia.

3 de novembro de 2010




Hoje vim finado do feriado. curto uma quase ressaca.
incrivelmente o buzu estava vazio. com umas 10 pessoas no máximo.
pude escolher onde sentar. por isso sentei no banco amarelo ovo dos idosos.
o barulho da rotina é ensurdecedor e stressante.
o clima ameno amenizou o resultado.
quero mais feriados. que tal amanhâ?
camisa preta, calça jeans e tênis sem meia. fórmula de sucesso cantada por ela.
estou usando indiscriminadamente. é o meu feio-básico.

música do dia: ronco dos motores na amazonas
frase do dia: etam
cena do dia: vários assentos vazios em plena hora do rush

1 de novembro de 2010




Hoje vim abusado. De pés para o ar. Acordei as 5, malandrei até 5e20, tomei banho e saí de Curvelo um pouco antes de 6 da matina.
Estrada molhada, som calmo, o dia amanheceu cinza como um elefante. Pra variar peguei um leve engarrafamento na chegada perto dos motéis.
Fico imaginando se todas as suítes estavam sendo usadas nessa hora.
Cheguei na hora H. Louco para acabar o turno e eu ir para minha cama dormir e acordar amanhâ na hora que meu relógio biológico despertar.
A novidade fica por conta do cabelo recém-cortado. Senti a necessidade de suavizar o capacete que se formava com o corte anterior. Antigamente, eu deixava meu cabelo crescer sem muita interferência. Agora, depois de velho, estou cheio de frescura. Não pode ter ponta arrebitada, não pode parecer emo, não pode ficar chanel e muito menos, cabelo do He-Man.
Só mesmo quando me tornar um eremita conseguirei esse desprendimento novamente.

Pergunta do dia: Por que o ato de mostrar o pé em rede internacional é tão agressivo e o fato de usar camisa de time de futebol com o nome atrás descombinando com a bermuda surfista, boné por debaixo do capacete e o chinelo pranchão sejam completamente aceitos na sociedade incoerente? 
Frases do dia:
tira o pé do chão, vai! vai!
tira o pé da minha janta, vai! vai!
rogerão e o pé de feijão.
dá o pé louro, bica não.

Música do dia: Coqueiro / Mestre Ambrósio
Cena do dia: ousar mostrar meu pé para a webcam enquanto ninguém estava na agência.

29 de outubro de 2010




Hoje vim desolado. Não sei mais como me portar para ser devidamente entendido.
Nunca tente entender uma mulher. É mais fácil se adaptar do que entender.
Vim de carro para garantir um sorriso sincero em minha face. Penteei o cabelo de maneira inversa para ver se há uma mistura de neurônios. O resultado é um cabelo escorrido. Deve ser assim que os emos se penteiam. Sal de fruta EMO.
Nunca siga a moda. Moda é apenas a palavra-chave para te escravizar. Estilo é a sua arbitrariedade de escolha dentre os acessórios e roupas disponíveis.
Estou usando uma calça "das antigas" que há muito tempo não uso. Até que caiu bem para um decadente visual.
O chinelo de dedo começa a se propagar nos modelitos femininos. Nada contra, desde que usado com uma roupa condizente.
Mulher de calça comprida, blush bonina e 20 pulseiras douradas não pode usar chinelo. Descaso proposital arrumadinho é ridículo.


Cena do dia: Ouvir minha tia dizer que foi instruída por um técnico a colocar o laptop no sol por 5h para secar.
Frase do dia: Simples questão de bom senso. Ah, se eu pego esse técnico na frente!

28 de outubro de 2010




Hoje vim assoberbado. Sem tempo nem para postar.
3 turnos de atividades é algo desconstrutivista e prejudicial ao conjunto da obra.


Música do dia: Soldier of Love / Pearl Jam
Vou dormir agora, antes que o hoje se torne amanhâ.

27 de outubro de 2010





Hoje vim inspirado:
me reduzo a 640x480 pixels de resolução que não cabem a profundidade de meus pensamentos. a câmera que me vê não registra nada. meu conteúdo é visceral, crítico e latente.
a discussão dos dispositivos robóticos traz consigo perspectivas humanóides do inter ator causando ilusão ao telespectador e o transportando a uma imersão na realidade paralela do rebatimento do infinito no cubo tridimensional. No limite da relação com a máquina, os afrescos de Pompéia criam uma dimensão pictórica de relação com o outro proporcionando a hegemonia do olhar. As definições antológicas nos levam ao joystick da espinha dorsal de espaços fluídos. a hermeneutica da imagética nada mais é do que uma simples prosa poética que tangibiliza a cyber presença.
é, sou mesmo um narciso digital e enter.

cena do dia: mouse branco sendo devorado pela palma de uma mão cheia de dedos
frase do dia: choveu no meu chip ou alguém me desconfigurou?
música do dia: os alquimistas estão chegando - do abduzido Jorge Ben Jor 

26 de outubro de 2010




Hoje vim desnorteado: meu relógio começou a atrasar. Deve ser a bateria. Coincidência ou não, meus gadgets estão começando a me deixar na mão.
Não há verbas para uma atualização tecnológica. O jeito é ir levando com o que tenho mesmo. Dinheiro é igual a memória RAM: quanto mais, melhor.
Estou tendo aulas sobre arte digital no espaço cultural Cento e Quatro. Um assunto interessante, porém complexo.
Repito o sucesso da camisa preta com calça caqui cargo.
Ontem vivenciei o submundo de BH. Passei 3 horas em frente a Praça da Estação com casais se agarrando, mendigos jantando, motoboys acelerando e quase me atropelando e, lógico, pivetões cheirando cola. Comi 4 pastéis a R$ 1,00 e sai fedendo a gordura vencida. Uma experiência sensorial digna de quando viajamos para o exterior. Hoje tem mais.

Cena do dia: pedreiro entrando no buzú lotado com um bojo de porcelana de uma pia de banheiro. Se eu, com a minha humilde mochilinha a tira-colo já encontro dificuldades em transpor o corredor polonês de mulheres-coxinhas até chegar em um canto espremidamente confortável no buzú, imaginem o pedreiro de 1,55m com um bojo branco pesado atravessando o Mar Vermelho. No caminho ele arrastou umas 12 pessoas dentro do bojo, agarradas na torneira e intaladas no ralo da pia. Paralelo a essa cena, uma mulher-coxinha grita ao não conseguir descer à tempo no ponto que queria. O motô para novamente, reabre a porta, espera ela se desvencilhar dos passageiros e pumba! Grita um vai tomar no cú ao descer os degraus com aquela agilidade típica de quem mede 1,50m e pesa 82 kg. Meu trajeto foi o bonde do terror.

Música do dia: dança da manivela / Asa de Águia. pronto, parei.
Frase do dia: Is this real life?

25 de outubro de 2010




Hoje vim madrugado: um começo de dia esplêndido. Uma noite tranquila mesmo sendo curta. Uma companhia dócil e amável.
Mesmo tendo visto o dia nascer, consegui uma tranquilidade amena. Gosto dela do meu lado e isso me motiva a mais uma semana enquadrado no sistema global capitalista.
A felicidade está nos pequenos intervalos da rotina. Se achamos que tudo está mal é só esperar o tempo conspirar a nosso favor. Aprendi isso no tapa. É verdade que as vezes me esqueço de praticar, mas a vida é um eterno aprendizado.
Sintam-se bem comigo.
Minha camisa preta BSC é repetida e me faz mais magro. Parar de beber coca-cola no almoço também. Depois de um elogio motivacional passarei a usar mais calça jeans e camisa básica. Tênis no pé só para mostrar conforto e descaso ao sistema. Vou, inclusive, parar de alertar sobre meus modelos repetidos. Não posso ficar depondo contra mim.
Vim em pé para variar. Preciso crescer…. e comprar uma moto.
Se BH fizesse só 18º no sol e, que, metade das pessoas que aqui residem fossem imediatamente transferidas para Marte, acredito que se tornaria numa boa cidade para se viver. Quando eu for eleito farei planejamento e revitalização visual das fachadas, limpeza urbana das ruas, capacitação educacional aos atendentes do Mac Donalds, cafézinhos free para os policiais nas padarias e lanchonetes e vigilância 24h nas zonas boêmias da cidada para as pessoas transitarem mais a pé. O problema é que alguém pode querer me assassinar. Eu não preciso ler jornais virtuais, mentir sozinho eu sou capaz, não quero ir de encontro ao azar.
Quero ser herói para as pessoas que me consideram. Inverter os valores competitivos sem ser beato. Sou meu próprio Deus diria minha namorada.
Analisem comigo: Já tenho o meu mundo, tenho o poder da criação (mesmo que tolido por clientes ao longo de minha carreira), já nasci de novo aos 18 meses de vida, já tive barba, bigode e cabelo comprido; tenho seguidores (@rogeriosol). Sou ou não sou meu próprio Deus?

Música do dia: Cowboy fora da lei - Raulzito
Cena do dia: pisar num chicletes derretido na escada do buzão.
Frase do dia: O pior do buzú é o brasileiro.

22 de outubro de 2010




Hoje vim assado: o calor invade meu bom humor. Ar-condicionado e a rádio Oi foram armas eficazes usadas por mim nesse trajeto até a agência.
Meu modelo de hoje repete a máxima branco+preto+cinza. Assim otimizo meu estilo foda-se e mostro q é possível ser gato sem muitos esforços. É claro que a genética tem um papel importante nesse processo.
Queria mandar um scrap virtual para todos os amigos que aqui trafegam. Tenho recebido muitos ursinhos carinhosos de pessoas que nem imaginava terem a disposição para gastar alguns cliques por aqui.
Sinto até uma vergonha digital de estar tão exposto para um público que eu não enxergo em tempo real. Existe um delay de timidez que eu gostaria de registrar.



música do dia: son of a preacher

cenas do dia: foram 2: 
1. Assistir ao preparo do café com reaproveitamento da água do café do dia anterior.
2. Assistir de camarote ao tropeço cinematográfico de uma mulher coxinha.

frases do dia:
acabo de tangibilizar uma ressaca (by vitor)
Decadence avec elegance.

21 de outubro de 2010


Hoje vim descansado: Após 4 dias de horário de verão, sinto me adaptado. O atraso de hoje foi devido ao fim da bateria do meu celular. Ela não passou bem durante a noite e veio a falecer. Se eu tivesse contando para o papai sony ericksson, teria que dizer que a bateria subiu no telhado.
Fiquei sem almoço e fiquei sem café da manhâ. Mac donalds me salvou às 4 da tarde. Agora me sinto empazinado como um plástico bolha.
Dia cheio pacas. Mil ensaios de layout e agora acho q achei um caminho: o de casa. Não vejo a hora de me encontrar no sofá.

música do dia: la la la
cena do dia: barata passeando pela getúlio vargas como se eu não fosse pisoteá-la com furor.
frase do dia: um dia ainda compro um buzu só pra mim.


20 de outubro de 2010



Hoje vim descansado: não o suficiente para estar reluzente e super disposto mas, muito melhor que ontem.
Tentei dormir mais cedo que o normal para ver se eu enganava o horário de verão.
Breve discurso sobre a vaidade:
A vaidade tem a ver com a idade, sexo e classe social.
No começo era chamada somente de higiene pessoal. Com o tempo foi se tornando um diferencial na competição por parceiros de copulação.
Hoje, amplamente difundida se transformou em outra coisa. Mais superficial e cada vez mais sufocadora dos poros e da beleza natural. A indústria da moda usa a vaidade humana para fins de escravidão. Blush para simular o rubor do sol, esmalte e batom para mimetizar as cores de maior apelo sexual, chapinhas para forçar o cabelo a não serem rebeldes. Dedos dos pés tentando escapar por entre as brechas dos sapatos apertados tentando somente tocar o chão em busca da energia vital do mundo. Se adequar ou não tem a ver com a criação, filosofia, cultura e relação com o "environment".
Sempre uso os índios como as únicas referências de portadores da verdade. Eles se pintavam e dançavam tais como nos dias de hoje, mas não sei porque ainda insisto na versão não comercial deles.
Um dia venho assado com um cocar na cabeça, descalço e rabiscos de urucum por todo o meu corpo. Quando isso acontecer, saibam que encontrei minha verdadeira essência. Só terei que ter cuidado para as penas não se amassarem dentro do buzu lotado.

Música do dia: índio quer apito se não der o pau vai comer
frase do dia: vamos brincar de índio
cena do dia: índio canibal comendo uma periguete atrás de um muro pixado.

19 de outubro de 2010

Hoje vim desfigurado. como vim vestido hoje é segredo meu. não mostro nem a pau. estou de terno e cabelo azul marinho. colar de ossada de barbacuda no pescoço com barba estilo moicano de cabeça pra baixo. uso brincos argolas circo de soleil com 2 malabaristas penduradas. o detalhe do nariz é um cedro banhado em zinco que ganhei de um amigo txucarramãe. as tatuagens tribais que eclipsam minha pele são apenas de henna em homenagem ao povo maori neozelandês.
cheguei tarde na agência. cheguei com sono na agência. cheguei com várias coisas para fazer na agência. até tirei as fotos usuais, mas não consegui atualizar essa peleja. peço desculpas formais aos navegantes que me visitam diariamente. Já são mais de 1000 pessoas contaminadas com minha moda duvidosa. tenho me sentido bem, obrigado. cochilei em frente à minha tela de 24' umas 4 vezes após o almoço. o horário de verão está implacável com meu relógio biológico. continuo me sentindo num universo paralelo. as horas passam em tempos diferentes para mim.
música do dia: dalila / ivete sangalo. pronto parei.
cena do dia: intruso pela varanda do restaurante apenas querendo um palito, enquanto os abordados já dispostos a entregar a casa e o carro. intimidação está na atitude.
frase do dia: tô com soninho papai do céu.

18 de outubro de 2010



Hoje vim anestesiado: devo estar atrasado uns 5 dias em meu andamento normal das coisas. Nos últimos tempos fui atropelado pelos acontecimentos. Me sinto fora do meu eixo de rotação e translação. Como centro do universo, pouco tenho contribuído para as órbitas alheias.
Tenho certeza que é um momentum apenas. As forças da natureza, logo entram em equilíbrio. Todos se beneficiarão, garanto.
Tirei o fio do meu aparelho dental na marra. Ele estava me cutucando a bochecha por dentro me fazendo mais irritado do que eu normalmente sou. Nem eu nem minha bochecha por dentro estávamos aguentando.
Reparem que após quase 2 meses de Hoje vim Assado: começa agora a temporada de repetição de modelos já adotados anteriormente. Há um projeto de revitalização de guarda-roupas em vias de ser aprovado pelo meu cartão de crédito, mas ainda é cedo para gastar. Quem sabe um serviço criativo esporádico seja capaz de adiantar esse processo.
No novo set de roupas estão incluídos calças jeans escuras, um ou 2 sapatênis, camisas sociais de fino corte, novos óculos, novo corte de cabelo (em avaliação com a comunidade do engenho novo) uma aliança de compromisso e um relógico chilli beans tipo cantil. O sucesso maquiado custa caro.

Música do dia: Splish Splash fez o beijo que eu dei… nela dentro do cinema.
Cena do dia: Acordar de cabeça para baixo na cama. Dormi sem travesseiro e perdi a referência de up / down.
Frase do dia: qual o nome do bodão daquele filme?