Hoje vim descansado: não o suficiente para estar reluzente e super disposto mas, muito melhor que ontem.
Tentei dormir mais cedo que o normal para ver se eu enganava o horário de verão.
Breve discurso sobre a vaidade:
A vaidade tem a ver com a idade, sexo e classe social.
No começo era chamada somente de higiene pessoal. Com o tempo foi se tornando um diferencial na competição por parceiros de copulação.
Hoje, amplamente difundida se transformou em outra coisa. Mais superficial e cada vez mais sufocadora dos poros e da beleza natural. A indústria da moda usa a vaidade humana para fins de escravidão. Blush para simular o rubor do sol, esmalte e batom para mimetizar as cores de maior apelo sexual, chapinhas para forçar o cabelo a não serem rebeldes. Dedos dos pés tentando escapar por entre as brechas dos sapatos apertados tentando somente tocar o chão em busca da energia vital do mundo. Se adequar ou não tem a ver com a criação, filosofia, cultura e relação com o "environment".
Sempre uso os índios como as únicas referências de portadores da verdade. Eles se pintavam e dançavam tais como nos dias de hoje, mas não sei porque ainda insisto na versão não comercial deles.
Um dia venho assado com um cocar na cabeça, descalço e rabiscos de urucum por todo o meu corpo. Quando isso acontecer, saibam que encontrei minha verdadeira essência. Só terei que ter cuidado para as penas não se amassarem dentro do buzu lotado.
Música do dia: índio quer apito se não der o pau vai comer
frase do dia: vamos brincar de índio
cena do dia: índio canibal comendo uma periguete atrás de um muro pixado.

Boa!
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