Hoje vim desnorteado: meu relógio começou a atrasar. Deve ser a bateria. Coincidência ou não, meus gadgets estão começando a me deixar na mão.
Não há verbas para uma atualização tecnológica. O jeito é ir levando com o que tenho mesmo. Dinheiro é igual a memória RAM: quanto mais, melhor.
Estou tendo aulas sobre arte digital no espaço cultural Cento e Quatro. Um assunto interessante, porém complexo.
Repito o sucesso da camisa preta com calça caqui cargo.
Ontem vivenciei o submundo de BH. Passei 3 horas em frente a Praça da Estação com casais se agarrando, mendigos jantando, motoboys acelerando e quase me atropelando e, lógico, pivetões cheirando cola. Comi 4 pastéis a R$ 1,00 e sai fedendo a gordura vencida. Uma experiência sensorial digna de quando viajamos para o exterior. Hoje tem mais.
Cena do dia: pedreiro entrando no buzú lotado com um bojo de porcelana de uma pia de banheiro. Se eu, com a minha humilde mochilinha a tira-colo já encontro dificuldades em transpor o corredor polonês de mulheres-coxinhas até chegar em um canto espremidamente confortável no buzú, imaginem o pedreiro de 1,55m com um bojo branco pesado atravessando o Mar Vermelho. No caminho ele arrastou umas 12 pessoas dentro do bojo, agarradas na torneira e intaladas no ralo da pia. Paralelo a essa cena, uma mulher-coxinha grita ao não conseguir descer à tempo no ponto que queria. O motô para novamente, reabre a porta, espera ela se desvencilhar dos passageiros e pumba! Grita um vai tomar no cú ao descer os degraus com aquela agilidade típica de quem mede 1,50m e pesa 82 kg. Meu trajeto foi o bonde do terror.
Música do dia: dança da manivela / Asa de Águia. pronto, parei.
Frase do dia: Is this real life?

Aproveite as aulas de arte digital e a experiência enriquecedora no transporte coletivo e produza um ready made, também conhecido como truque (Leandro HBL, 2000), digital colaborativo coletivo.
ResponderExcluirSuas gotas diarias de sabedoria na luta pela vida me repousam de um dia trabalhoso.Consuelo
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