6 de julho de 2011

Hoje vim moto habilitado.
Após dois longos e tenebrosos outono/inverno volto aqui, timidamente, com uma musiquinha que diz muito bem o meu momento atual:
Carteira na mão, carteira na mão? Sabe o que fazer? Sabe o que fazer?
Em frente (no meu caso Enfrente) direto, moto escola sensacional. #pronto,parei.
Fiz minhas 15 aulas regulamentares, mais 2 extra-curriculares in loco e às 19:45 do dia de ontem 6/7, concluí meus trabalhos sobre duas rodas.
Um APROVADO com letras garrafais fora escrito em minha licença de aprendizagem.
Não, não foi sorte de iniciante e sim insistência de um balzaquiano.
A Intrusa, ou Strumer como gosta de ser chamada, ficou toda feliz. Cabritou quando eu cheguei, cantou pneu e buzinou na minha orelha uns bibis de alegria.
Os ventos são bons, alísios vindos do sudoeste do leste do norte do seno do coseno do seu sul.
: ...

Música do dia: Vital e sua moto
Cena do dia: Ver uma piriguete urrar "PASSEI" na orelha do policial civil que distribuía os resultados após o exame.
Frase do dia: vida loka

31 de maio de 2011

Hoje vim bem intencionado.

Dormi tarde e acordei cedo. Mais tarde do que o cedo de outrora, mas ainda assim cedo pelo medo de chegar tarde na auto-escola.
Sim, agora faço moto aulas.
Anda na garupa (que não é lugar de homem) até chegar ao lote vago transformado em pista do detran.
Uma máfia. Todos os instrutores escondidos na sombra com seus jornais de 25 centavos tampando-lhes a visão de seus pupilos.
Nós, os alunos embaixo da lua chamada sol. O capacete incha nosso cérebro e para um cair desmaiado não custa.
Capacete é na verdade um microondas de cérebro.
As motos mais parecem jeringonças e a formação intelectual de todos os envolvidos tende a zero. Todas elas têm adesivos com os nomes célebres de namoradas ou filhas de motoboys. Jeyziane, Juciclélia, Gerislauda, Ambrozinácia, Anelízia. O adesivo "vida loka" acho q caiu em desuso, pois não vi nenhum.
Educação é coisa muito séria. Acho que a redação é a única maneira de se avaliar a real sabedoria de um inidvíduo.
Voltando às aulas, são 10 olhadas para o lado, 3 ou 4 paradas obrigatórias, um slalom entre cones para mostrar que vc está com o equilíbrio em dia, um quebr-molas gigante que vc tem que parar no meio.
Duvido muito que tais aulas prevejam as portas dos carros se abrindo, os outros motoboys ultrapassando a cada segundo e o bafo quente dos canos de descarga nas narinas que o trânsito proporciona.
Hipocrisia é isso. Só com a carteira serei responsável. bullshit
Ah, e fora os 300,00, eu disse 300 reais para se fazer 15 aulas. Ou seja, instrutor de moto ganha mais que designer. Tenho motivos de sobra para ser pessimista, acreditem.
E não venham me falar de Deus, Jesus, Espírito Santo, sair da zona de conforto, proatividade ou qualquer instrumento motivacional que pregue o contrário.
Torça para ter sorte porque não existe vontade de fracasso em ninguém. Não é a força de vontade que te elege, é a sorte mesmo. O script de sua vida é quem define se vai ou não ter sucesso.
Qualquer outro argumento para mim é placebo.

Cenas do dia: Perguntar para um ajudante de tipógrafo sobre as atividades da gráfica em que ele trabalha e receber um dedo apontado para uma folha de papel impressa ao lado da máquina 1 cor offset acompanhada da frase: é isso aqui que nóis faiz.
A segunda cena de hoje vai para o instrutor colado no canto do muro e mijando, eu disse mijando! na parede do lote onde treino para ser um renomado motoqueiro.
Perdoe senhor, eles não sabem o que estão fazendo.

Frase do dia: Compro farmácia com estoque de barbitúricos vencido em Marte com vista para o sol. Único dono.

Até agora só 11 pessoas visitaram esse sítio virtual da rede mundial de computadores.

30 de maio de 2011




Hoje vim atarefado.
Até que eu apareça visualmente de novo por aqui, achei que um conteúdo visual interessante fosse o andamento desse blog. O hojevimassado bateu o recorde de acessos hoje, antes mesmo que eu viesse recheá-lo. Achei a informação importante apesar de inútil.
Sugiro então uma meta alimentação. Quanto mais vierem aqui, maior o número de visitas que constará como imagem. Hoje vieram 35, amanhâ serão 36? Viva as novas mídias com catraca eletrônica de acessos.
Hoje, também, muitas satisfações foram tiradas, passadas a limpo.
Guardei na gaveta todos os desaforos que levei para casa.
Estou exausto psicologicamente falando.
Cansado de tanto ter que me defender. Sou quase uma muralha da china ou seria um Lyoto Machida?
O dia foi produtivo em termos de metas.
O tudo ainda não é o suficiente.
Precisa-se sempre de mais até que o tudo se transforma em nada.
Nada a declarar.


Quase morro de dor de cabeça.

Frase do dia: Chapuletada sonora no tímpano dos outros é sinfonia de pardais. O foda é dormir com tanto barulho ecoando aqui dentro. Olheiras decoram esse rostinho de anjo. Pena que não podem ver.

25 de maio de 2011

Hoje vim sentado.

Em frente à TV, com uma xícara de café, um laptop no colo como a própria tradução sugere.
O lixo televisivo joga minha atenção para a tela do laptop que por precisar de interação me joga novamente para os canais inúteis.
Um ciclo vicioso que vicia a sociedade.
Aliás, quem assiste televisão às 10 da manhâ? Um desempregado? Uma vovózinha à espera do lobo mau? Ou um fanático por futebol que quer saber mais uma vez como foi o gol do timão na década de 70?
Várias são as opções de alienação.
A televisão tem o remédio certo para a sua paranóia. Navegue no controle remoto e deixe o sofá te engolir aos poucos. No meu aqui já encontrei alguns parentes que há tempos estavam sumidos. Achei-os no meio das molas, dos ácaros e dos restos de biscoitos maizena que estavam lá dentro.
A ideia de desconexão implica em conexão com a natureza, acredito.
O concreto cinza nos isolou de tudo. Fez a água escorrer léguas até o rio das velhas que vai para o são francisco que deságua no mar. É, talvez, o caminho natural para se fugir do mundo. Escorrer pelo esgoto e cair no mar, encontrar caixas pretas, quem sabe o Ulysses Guimarães, ser afogado pelas sereias e sumir completamente do mapa no triângulo das bermudas ( inclusive, um ótimo nome para uma loja de surfwear do shopping oi)

24 de maio de 2011

Hoje vim deslocado.

Saí do aconhego de meu lar para cair na savassi novamente.
É na Savassi que as coisas acontecem.
Vim passar a tarde no studio de meu cumpadre.
Trocar ideias, negociar favores e planejar o futuro que já é ultrapassado.
Os dias frios são mais bonitos. Os acontecimentos contribuíram para eu voltar a sorrir de soslaio, parafraseando ela.
Enfim, nada como um dia após o outro.
Viva o suicídio das novas mídias.
Agora somos livres independentemente se alguém curtiu ou não curtiu isso.
Sou feliz por estar off.
Meus olhos, meus cabelos à base de jojoba e minha cutis já refletem esse otimismo.
Viver e ter muita vergonha de ser feliz.

Música do dia: Aquela do Gonzaguinha
Cena do dia: Carro de puliça parado no sinal na minha frente e de repente 2 policiais armados em punho, saem acenando em minha direção. O frio na espinhela me dominou, as pernas bambearam, gaguejei mentalmente e depois sorri ao perceber que o delinquente transgressor não era eu e sim um motoboy malaco atrás de mim. Sorte de principiante. Ufs. Viva o corpo fechado. Calma bhtrans, já estou providenciando a minha carteira.  É que R$ 585,00 doem bastante quando saem da conta com a torneira fechada.

20 de maio de 2011

Hoje vim empenado.

Sabe quando você começa a ver aquele filmezinho no fim da madrugada e no primeiro minuto você apaga?
O frio te acorda tempos depois e você praticamente engolido pelo sofá.
Acordei e não consegui me desdobrar. Fui estilo zumbi até meus aposentos.
Precisarei de um formão para me endireitar.
Os impulsos fotoelétricos também poluíram meu HD. Estou ainda meio nublado.
O banho terá a função de descarrego da energia estática.
Imaginem a miséria cerebral que acontece quando dormimos em frente à tv. Nem despertos conseguimos freiar a abdução. Quando dormimos então, a globo praticamente nos transforma em Faustões Silvio Santianos.
Era Roberto Marinho um enviado de Deus? Seria ele o terceiro anti-cristo?
E se o anti-cristo for brasileiro?
O dia frio praticamente me obriga a um cappuccino com leite.
As pessoas ficam mais bonitas.... de longe, lógico.
De perto é a mesma desgraça. Não me convenço do contrário.
E o mofo dos casacos da coleção passada, hein? Espalhando seus ácaros pela decadente Belo Horizonte.
Talvez a revitalização da Savassi devesse começar pelos letreiros da Gujoreba. Sugiro arrancar tudo na porrada. A ausência de identidade é melhor que a péssima identidade.
Êta povinho bunda. Eta povinho silicone. Eta povinho chapinha. Eta povinho choppinho. Eta povinho futebolzinho antes do dominguinho do Faustinho.

19 de maio de 2011

Hoje vim despertado.

Para tudo que me rodeia.
Ainda tenho restícios de urgência em minhas atividades rotineiras.
Tomar café enquanto me arrumo é uma delas.
Foi-se o tempo que eu me sentava, pedia para alguém me passar o requeijão e pacientemente tirava os biscoitos de seu invólucro hermeticamente fechado.
Há anos não almoço com a certeza de não ter nada que possa ser feito pelo celular ou pela internet enquanto mastigo as 60 vezes necessárias para uma boa digestão.
Bem vindo à vida virtual.
O stress é seu amigo e te acompanha invisivelmente no celular, no laptop, no tempo e no espaço.
Só as buzinas de motos são capazes de nos despertar dessa repetição ilógica.
Se deliciem com os bi bi's e acordem em definitivo.
Ser marionete vai com os outros não te leva a lugar nenhum.
A não ser a se arrumar enquanto mastiga os biscoitos maizena.

18 de maio de 2011

Hoje vim cansado.

Fazer nada com algumas coisas interrompendo, ainda é motivo de cansaço.
O corpo só relaxa quando o cérebro não tem problemas.
Estratégia é a antecipação do stress.
Será que é disso que eu necessito?
Olhar a rua com o olhar de continuidade e liberdade é realmente uma experiência maravilhosa.
Ainda acho que o tempo urge.
O sol do inverno já começa  a dar seus sinais de iluminação diferenciada.
Eu e minha câmera sabemos disso. Contamos para a Intruder e aos poucos vou me dedicando mais aos olhares com fins de registro.
Terapia certa para arranjar o ponto médio de 18% de reflexão da luz e das ideias.
Muita coisa boa vai acontecer....



.... tolinho, acredita.

17 de maio de 2011

Hoje vim empolgado.
Enquanto descanso, carrego freela.
Não pense que a despesa aguenta se você parar.
O verme passeia na lua cheia.
O blog passará por uma fase mais textual e menos imagética.
A minha bagunça pessoal fere minha privacidade e estudo soluções para novamente poder ser retratado.
Cansei de ser apenas um rostinho bonito na telinha.



Posso,

           QUEM SABE?                     Brincar
visualmente                      com
                             as                      
                                                 palavras.


Mas isso são apenas especulações.


Um abraço à Guimarães Rosa.

16 de maio de 2011

Hoje vim parado.

5 de maio de 2011


Hoje vim havaiano.
O sol inspira o floral.
Confundiram-me com o Magnum de Tom Selleck.
Só falta o carro conversível, apesar de a Intruder ser conversível.
Estive pensando...
Será possível evitar a parte chata da vida? Desconsiderar completamente o incômodo é uma atitude autista?
O blazê elevado ao extremo confunde expectadores.

Cena do dia: Ver que a cor da minha camisa é mais bonita se usada do avesso.






Vídeo do dia: o causo do lambizame. http://www.youtube.com/watch?v=0Zt0B1bIkoc

2 de maio de 2011





Hoje vim libertado.
Sem aparelho sou mais eu.
Aprendo a sorrir rasgado aos poucos.
Me esqueço que o branco não mais se mistura com o cinza. Apenas um fio metálico irrisório passará a fazer parte de minha fachada bucal por longos 400 dias.
Hoje, avalio melhor se é ou não é imprescindível o tal uso do aparelho dentário.
Com aparelho, corre-se o risco do resultado não ser tão bom, do acúmulo de bactérias, de um acidente mais grave como um soco rasgante ou coisa parecida, além da feiura assumida e do incômodo indeterminado. Fico feliz de já ter cumprido essa etapa mas acho que não a repetiria. 
Hoje vim mais produzido para me sentir melhor e mais bonito. Acho que consegui.
O fim de semana foi punk, as músicas foram pop e meus sonhos surreais.
É inútil tentar me desapegar. Há um incômodo residente em meus pensamentos que nem com cerveja, nem com trabalho, nem com problemas maiores, nem com problemas menores, nem com sono, nem com televisão, nem chuveirada, nada cura minha agonia e minha disritmia. Isso é realmente frustrante. Ponto.

Música do dia: Caetano Veloso. Eta, eta eta eta, é lua e o sol é a luz de tieta eta eta!
Cena do dia: Sorrir e ficar feliz ao ver que meu sorriso é branco amarelado.

28 de abril de 2011




Hoje vim presenteado.

O mundo tem cura. As pessoas podem ser boas. Poucas e boas.
Acreditem, ganhei uma camisa social de qualidade da pessoa que me fez cair da moto.
Uma gentileza nunca antes vista em nenhum incidente de trânsito.

Isso me fez voltar a acreditar na bondade. Pelo menos até a próxima ocorrência ingrata.

Exemplo maior foi a chapuletada que tomei no pará-choque do tubarão baleia no ano passado. Demorei 4 meses para resolver a situação e ainda assim tive que praticamente ameaçar o caboclo via telefone e sms. A tecnologia ajuda nessas ameaças.

27 de abril de 2011


Hoje vim largado.
Cansei de ser sexy. Vim do jeito que o diabo gosta.
Nem mochila eu carreguei.
Lei do menor esforço.
dia bobo. empurrado.
atitude foda-se.
e se eu fosse eu mesmo?
estaria aqui? gastaria tudo e ainda assim sobreviveria com a ideia de ter menos que a maioria?
e se os indigentes fossem os sábios que nos observam? com o poder da invisibilidade eles vão onde querem, exercem poder sobre os protegidos do dinheiro. dormem na rua em paz e seguros.
e se você fosse você mesmo?

25 de abril de 2011



Hoje vim mal humorado.
Desaprendi a acordar num momento não natural de minha manha, desaprendi a trabalhar e usar a criatividade ao meu favor. Desaprendi a sarar de uma ressaca antiga. Desaprendi a viver de acordo com a sociedade. Desaprendi a não ter ninguém para contar meus sonhos. Nem sei porque estamos aqui e agora.
BH volta a ser o inferno de outrora. Milhões de carros, motoristas sonolentos e com cara de volta ao batidão. Barulho, fumaça, sol rachando e a corrida desleal contra o relógio que nunca para de trabalhar.
Não reconheço a páscoa. Não compro chocolate. Não deixo de comer carne nem mesmo penso no significado disso tudo. Respeito quem se encaixa nesse script e que acredita que realmente é um momento divino. Talvez a paz esteja nas ruas vazias e no silêncio do dia sem os monstrocarros.
Quisera eu que todas as pontes tivessem caído e jamais fossem reconstruídas. Sugiro que se instaure em Guarapari a colônia penal de BH. Todos que se foram jamais voltem para povoar nossas Savassis e Cristianos Machados.
E que os sitios de feriado se cerquem de mata-burros.

Enfim, o problema do mundo são seus moradores.


Frase do dia: Compro ilha barata longe de tudo e de todos. Tem que ter rede elétrica, saneamento completo, vista para a linha do horizonte e não constar no Google Earth. Pagarei capinando a ilha e construindo uma chopana com folhas de bananeira. Urgente! Estudo troca por celular, relógio, carro e moto.

Música do dia: Hotel Califórnia.


20 de abril de 2011



Hoje vim realizado.
Quebrei o encanto. Tomei chá de quebranto. Acaba-se um pranto. Ainda falta um tanto. Eu sei.
Tirei a intrusa da poeira, sacudi o bauletto e dei uma acelerada por cima.
Uma coisa é certa, voltei a andar de moto de outra maneira. Mais ciente dos perigos inimagináveis, mais tranquilo e muito mais atento.
Ai de quem abrir a porta de um carro na minha frente. Vou enfiar minha buzina tímpano adentro até estourar a labirintite do responsável. #prontofalei. #ficadica
Vim mais leve, louco para a tal da semana santa chegar. Querendo aquele sono extra que me é roubado diariamente. Babar no travesseiro, jogar o cobertor no chão e me espreguiçar umas 20 vezes antes de abrir os olhos. Aposto que você aí bocejou.
Quero cultura, da pura. Da não chata, da que se consome com os olhos e ouvidos. Quero arte, faz parte. Sair da mediocridade e voltar para ela com outros olhos.
O mundo está mudado. Gays se beijam nas esquinas, mendigos dormem na portaria dos prédios, postos cobram 3 reais o litro da gasolina.
Estou querendo praia, mato, vento, água, coca, cerva, cama, colo, beijo, olhar, chuveiro, chão, bike, moto, mão e, principalmente, SILÊNCIO.


Frase do dia: "Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente." By Defiinições de amor por crianças - Programa do Jô.
Música do dia: You could be mine - guns n' roses

19 de abril de 2011



Hoje vim recompensado.
Ralei, dormi tarde, empaquei criativamente, mas valeu a pena.
Os resultados visuais me agradaram bastante e o chocolate e a camisa ganhos de surpresa são reconhecimentos muito estimulantes.
Quem me dera fosse sempre assim.
Nessas horas parece que tudo vale a pena né? Mas, eu não me engano. Logo, logo vem uma bomba para me trazer de volta para o mundo real.
Pessimismo é a prática do realismo generalizado.
Meu machucado vem se comportando bem. A recuperação demorou exato 1 semana. Hoje já não mais manco, mas o roxo está lá: amarelado e azul. Talvez eu mostre-o para meu professor de Estudo da Cor. Assim, quem sabe, eu consiga provar que o roxo é formado por amarelo, cyan, magenta e dor ao pisar.

Sigla do dia: EBITDA (Earnings before interests, taxes, depreciation and amortization)
Ou seja, o que vc é capaz de ganhar antes que alguém meta a mão no seu din din.
Meu EBITDA é alto mas o meu OBTIDO é ridículo.

18 de abril de 2011


Hoje vim cansado.
Fim de semana acaba e a exaustão domina meu corpo.
A pancada na perna começa a dar sinais de melhora. Percebi que a bolsa de gelo ainda é um bom método de cura.
Vou tentar colocar sobre o meu coração. Das duas uma, ou ele para de doer ou ele para de bater.
Morrer e deixar para trás o sofrimento não me parece uma boa ideia, apesar de ser uma solução.
Semana santa chegando e o capeta dando as caras e os toques.
Estudo tudo para desviar a minha atenção.
Concentrar-me nas conquistas pessoais e dividir com quem? Com meu alter ego?
Sei lá, meu pleno ainda é metade de algo intangível.
Hoje esqueci até de por o faixa azul. Tomara que o acaso me proteja enquanto eu estiver distraído.
Tomei pancada, tomei picada e tomei cortada. Tudo na mesma semana.
Difícil é renascer das cinzas feito uma guimba de cigarro babado.
Mas, não tem nada não, tenho o meu violão.
Me sinto bonito apesar do espelho.

Frase do dia: tô gostano di vê cêis trabaiano.

13 de abril de 2011



Hoje vim mancando.
Após longos alongamentos ainda sinto o incômodo do tostão levado pela porta do Honda Fiat.
Tenho vindo de carro para dar um tempo aos meus músculos da perna.
De carro tem vaga, mas tem faixa azul. Tem ar condicionado, mas tem gasolina. Tem segurança, mas tem insegurança. Tem conforto, mas não tem mobilidade.
Na vida tudo é assim. Dá com uma mão e tira com a outra. Às vezes tira até com a mesma.
O susto serviu de freio. O tempo que corra e se esbugalhe lá na frente.
Vim ao mundo à passeio.
Tentei fugir disso a vida toda para parecer ser melhor.
Mas, me sentiria melhor se eu não precisasse parecer ser melhor.

Frase do dia: Slow down, take a breath.
Cena do dia: Boas notícias intragencianas.
Música do dia: Blue Savannah Song, Erasure.

11 de abril de 2011




Hoje vim estatelado.
Aconteceu. Devagarzinho, quase em câmera lenta.
Ao tentar chegar calmamente no sinal de trânsito, eis que aquela porta do Honda FIT abre de supetão. Crianças querendo logo chegar ao Minas Tênis 1.
Natural de quem faz natação de 9 as 10.
Graças ao meu corpo fechado e meu zíper aberto, nada de pior aconteceu.
Minha camisa rasgou e ficou style, minha coxa tomou uma pancadinha tipo um tostão de futebol e minha seta, ah! a minha seta. Essa sim se machucou e soltou a capinha.
Como sou optimista, vi o tombo como uma lição: A porta também é inimiga da moto. Mais um elemento para ficar atento.
Sou um motorneiro novato, mas com muita bagagem de bicicleta.
Acredito que sei me posicionar na via seguindo essa experiência anterior. Sigo as leis como um nerd e ainda assim a sociedade insiste em me atropelar vestido.
Agora apelei, serei um super nerd, farei um campo de força energético e me verei livre de todos esses males.
A adrenalina ainda corre pelas minhas veias com pressa. Não se importando com o limite de velocidade. Quem sabe assim mudo de vida e vou me embora para Pasárgada andar a cavalo.

Estou bem. Bem mais esperto.

4 de abril de 2011








Hoje vim desatualizado.
Sei lá, sem nada para falar.
Sei cá, muito menos para declarar.
Nada além do imposto de renda. De isento não tenho nada. Tento.
Vida corrida, vida bandida.
Óculos novos. Alguém reparou?
Em breve, novas instalações.
O mundo mundano. O índio indiano. A boneca de pano.
O trânsito intransitável, a arte intangível e o consumismo anestésico.
Chamem o cínico. Consultem um clínico. Peçam pinico.
Estou atrasado, no tempo e no espaço.

24 de março de 2011



Hoje vim des culpado.
Uma foto como aquela de ontem não podia ter saído assim tão espontaneamente. Brincar com certos signos culturais é um caminho certo para se destacar, positiva ou negativamente.
Com a liberdade de expressão, porém, não funciona muito bem assim. Nela, reside a brincadeira com tudo. A ironia crítica sobre o mesmo.
Existe uma diferença entre o ser e a imagem deste ser.

23 de março de 2011


Hoje vim Claptomaníaco.
Sim, é ele! Eric Clapton em carne, osso e óculos.
Me assustei com a nova contratação da Intra. Não é todo dia que o grande pop star Eric Clapton é chamado para ser diretor de criação da agência em que se trabalha.
Fazendo uma homenagem literal ao grande sucesso Cocaine, depois de milhões de argumentos midiáticos, consigo convencer o astro a posar para uma foto comigo. É que eu sou muito fã do cara e não podia deixar de registrar tamanho acontecimento interno.
Lembro-me, inclusive,  de ter ido em um show dele na década de 80 no Mineirinho.  Perguntei para o astro e ele não lembra de mim na platéia. Esnobe como todo artista sessentão. Ou será setentão?
Agradeço à nota de 20, ao mouse pad preto e ao acúcar cristal que fizeram parte da cena.
Quem sabe amanhâ, não me aparece o Bob Marley para uma outra foto épica.


Música do dia: Cocaine / ao vivo
Cena do dia: embassada e ofuscante graças ao dilata pupila ministrado na hora do almoço. Em breve um novo look pessoal será adotado. Mudar é preciso. Ainda mais quando se ganha meio-ponto de astigmatismo em cada olho.
Frase do dia: Eric Clapton, você é meu Guitar Hero! Toca Raul.

18 de março de 2011




Hoje vim Vivo, vivinho.
Quem é designer vai ficar vivinho, quem for insecto vai morrer!
Meu dia se resume a:
1 hora de deslocamento
15 horas de atividades pseudo-intelectuais
5 horas de sono profundo conturbado com ideias, feelings, achismos e fritações emocionais.

Já os robôs não. Ficam quietos, pouco falam com a voz digitalizada e não sentem nada a não ser curto-circuitos ou reboots na placa-mãe.
Descobri o segredo do fracasso da miséria que se encontram meus penteados matutinos. Meu capacete funciona como uma toca tosca.
Acordo, tomo banho, lavo a belosca e pum! Boto a melancia preta para abafar a capilaridade. O resultado é essa mazela explícita diária. Só fico gato aos domingos. Mas, nem saio para exibir-me. Fico com o Faustão, com o Zeca Camargo e com o Bial. Suicídio sócio-intelectual voluntário.

Trânsito lotado, motoristas mal educados e buracos do tamanho exato das rodas da Intruder.
Andar de moto é tranquilo, o trânsito é o dificultador. Penso em me mudar para pasárgada, nesse país lugar melhor não há.
Ouvir a algazarra dos pintassilgos, sentir o orvalho nas pétalas do capim gordura, comer a gordura da vacas que comem o capim-gordura e engordar ao som do sobe e desce do sol na tela chamada céu. Bucolismo e alcoolismo tendem a se misturar na cntp.

Música do dia: Eu tava triste, tristinho… / Telegrama / Zeca Baleiro.
Frase do dia: "Caloba, o remédio fitoterápico que não deixa a gripe chegar."
Cena do dia: Me lembrar que agora eu tenho um celular touch do tamanho de uma borracha Faber-Castell.

16 de março de 2011




Hoje vim realizado.
Andar de moto com o tempo bom e a pista vazia é tudo que um motoqueiro iniciante precisa para ser feliz.
Consegui sentir o ventinho matutino entrar pelas mangas de meu agasalho e passear gelado pelo braço até a região suvacal.
Não me estressei com nenhum motorista filhodaputa sem mãe e ainda cheguei na agência a tempo de me encontrar com todos no halo do elevador.
Peguei um caminho alternativo, cheguei por outras ruas para estimular meu lado direito (de quem vem) do cérebro.
Resolvi não passar gel em minha cabeleira para ver se algo muda para melhor em meu semblante.
Minha mãe disse que estou com cara de sono. Eu sinto que estou com sono. Minha cama reclamou comigo pela ausência em tempo regulamentar.
Meu chuveiro chorou lágrimas de crocodilo ao me ver chegar tão cedo e tão atrasado.
O pão na chapa se endureceu com a demora. E o café já desistiu de ser tomado por inteiro. A cadeira da mesa se sente leve sem o peso da minha bunda contemplativa do sabor da cafeína e o portão emperrado insiste em me prender em casa por mais alguns segundos.
É, tenho corrido contra o tempo sabendo que ele não pára.
Talvez eu devesse parar e correr no sentido contrário para encontrá-lo vindo em minha direção. Tenho pensado nisso.



Cena do dia: Aspirante de madame aos 20 e poucos anos, se maquiando em frente ao espelho iluminado interno de um Mini Cooper S.

Frase do dia: o tempo não pára.
Música do dia: o tempo não pára / Cazuza.

15 de março de 2011




Hoje vim automatizado.
Nem me vi vindo. Nem notei como a vida é boa.
A ausência não substitui o vazio.
O nada significa tanta coisa.



Cena do dia: Emparelhar a intrusa do lado de um fusquinha super conservado placa preta e ler o adesivo: Não Vendo.

Frase do dia: Não vendo.

14 de março de 2011




Hoje vim deitado...
... no chão da rodoviária.
Nada como um cambão no saguão da rodoviária às 6 da matina para despertar a adrenalina mofada de minhas entranhas estranhas.
Um estabaco suave, aparado pela mão dela e pela gorducha e inusitada mala Lollypop.
Levantei, sacudi o molhado e nem olhei para o lado.
Tratei a situação como normal, tipo um flash mob solitário não intencional pecaminoso.
Marcado pela plástica dos movimentos, o tombo se deu quase que em câmera lenta, as imagens subitamente borradas e uma aterrisagem macia tipo as dos võos da TAM.
O maior inconveniente foi o chacoalho de sentimentos. Misturou tudo dentro de mim. Algumas ideias foram para o intestino delgado e logo viraram uso capeão. Outras, desceram pelo diafragma directo para meus pulmões. Respiro estratégias para continuar a respirar sem a ajuda de aparelhos ortodônticos.
Falta uma semana para o sorriso metálico voltar a ser branco.
O blog será o terceiro a saber. Primeiro ele, o dentista, segundo eu em frente ao espelho.

Música do dia: Cuida bem de mim / Dalto (pronto parei)
Detesto essa minha cultura ecléctica inútil.

10 de março de 2011


Hoje vim decepcionado.

4 de março de 2011





Hoje vim com a franja por fazer.
Sei que estou ausente desde o começo da semana.
Encontro dificuldades em conciliar minha vida promíscua de designer frustrado com a promissora carreira acadêmica mal remunerada de artista.
Pintar um quadro? mas sem cliente para bombar? isso existe?
Receio um tilt criativo.
Procuro o vazio, o ócio não criativo, a cervegelada no freezer. O freezer é livrezer?
Nessa semana, peguei chuva, comi uns 6 pães de queijo, 2 toddynhos e muita bala de maçã verde.
Procuro nela cometer o pecado da gula.
Me sinto como um helicóptero tentando estacionar. Turbulento. Turbo lento?
Hiperlink para uma twittada oportuna.
Hoje rasgo a estrada até Diamantina.
Carnaval sambado enlatado de skol.
Camping com chuva só para mostrar que não sou de açúcar. Apesar da minha doçura máscula e redondamente enganada.
Preciso desenhar mais, clicar mais, ganhar mais e correr menos.
Meu relógio tem cobrado muito de mim.
Minha vontade é parar agora de teclar, sair por aquela porta à minha direita de quem vem, clicar no elevador, e dar um download até o térreo, onde se encontra meu delorean que será capaz de me levar para o futuro perdido dos ponteiros do meu relógio.
Só assim ganharei tempo para atualizar esse diário semanal.

Cena do dia: cortar a savassi umas 4 vezes só para adiantar todos meus afazeres
Frase do dia: a squeeze que a gente dá aqui no banco é só para quem faz o título de capitalização. Elas são contadas.
Música do dia: faixa 14 do CD usuário / planet hemp

25 de fevereiro de 2011



Hojevimdescompassadosemsabersevinhaousecompravaumamotocicleta.saidecasatardeesquecicoisasdeimeiavoltavolverevolvi.pareifiqueiolhandooarmárioprocurandoalgoquenãosabiaoquê.pergunteiparaafrancinhaminhaempregadamucamaquecuidadaminhacasaquasedesdequenasciequevaiseafastardenovoportempoindeterminado.diacheiodeidasevindas.vagadepoisdasdezsóadeumahora.usoatécnicafaixapretadeseusarofaixaazul.ponhocomantecedênciaetrocoatrasado.temfuncionadoatéentão.orafaapontaparamimqueapontoparaovitorqueagradeceaosenhorporsersexta-feiraeaindasourefletidopelateladowends.hiperlinkmetafísicodesproposital.
músicadodia:marchinhadecarnaval.
cenadodia:flagrarmulhernagarupadeumamotobulinandoosmamilosdeseunamorado.

23 de fevereiro de 2011


Hoje vim alimentado. Toddynho com Mario Bros.
Combinação certa para um dia super produtivo.

22 de fevereiro de 2011



Hoje vim cansado.
Parece mentira mas não estou conseguindo elocubrar sobre a sociedade capitalista nos últimos dias.
É triste não conseguir destilar meu veneno crítico destrutivo não-construtivo.
Não, não mudei de ideia sobre nada.
Em geral, as pessoas ainda me decepcionam.
Os registros continuam mas só a expressão se calou.
Por pouco tempo.

Frase do dia: Acendo o cachimbo da caxeta da caxola. Marquei um X no meu coração.

21 de fevereiro de 2011


Hoje vim bem humorado.
Adoro acordar achando que estou atrasado e perceber que estou super adiantado.
Obrigado ao horário de verão que mudou todo o meu metabolismo para que após quase 5 meses de doutrina física eu pudesse acordar com culpa e ter a alegria de não ser culpado.
Consumismo anestésico.
Ah! se toda manhâ minha fosse assim cheia de manha.
Existe um sorriso cínico presente em meu rosto hoje. Nunca tinha reparado isso. Similar ao Serj Tankian. quem me dera.
Será que é assim que os outros me enxergam?

Música do dia: Cara estranho / Los Hermanos

18 de fevereiro de 2011


Hoje vim revisitado.
Clair veio na Intra sozinha do colégio.
Estou ficando velho. E cada vez melhor.
Como um vinho chileno brasileiro com a rolha curtida. A rolha curtiu isso.
Dia cheio. Nem pensei no que escrever.
Saio daqui voando para aula de História da Arte.
Clara vai comigo. Filha de artista prático com iniciação em artes práticas.

16 de fevereiro de 2011


Hoje vim atarefado.
Nem deu para postar.

Frase do dia: Cachorro? Que cachorro o que? Eu não sou cachorro não.

15 de fevereiro de 2011


Hoje vim meta inserido digitalmente.
Uma câmera registra a cena captada pelo ipod que por sua vez, mostra o conteúdo do hojevimassado na tela de um ipad que é segurado por mim enquanto alinho os suportes digitais e aperto a tecla que clica a câmera do imac. Patrocinador exclusivo: Apple. Co-patrocinador exclusivo e essencial para a experimentação: Wenderson Sobreira (mão e gadgets).
Viva a maldita inclusão digital. Quase que uma meta realidade aumentada, diminuída apenas pela mediocridade desse interlocutor pós-contemporâneo com um "Q" de surrealismo sensorial.
Ser artista é muito mais uma arte de explicar obras do que, necessariamente, fazê-las.
Todo artista deve andar com um dicionário gigante debaixo dos braços, além de um godê com tampa para reaproveitar tintas, um mouse ótimo sem fio wire less bluetooth, uma câmera digital de trocentos megapixels no pescoço, um capacete preto na cabeça, além claro do caderno e do cigarrinho de artista no bolso.
Vim atrasado, peguei um trânsito dos diabos, depois de 8:20 é sinistro.
Amanhâ virei mais cedo. Prometo a esse site.

Cena do dia: Motoqueiro caindo parado ao ir calibrar o pneu de sua moto. Nada grave, só deve ter doído a vergonha mesmo.
Frase do dia: Descubra, descreva e defina o valor de "Q" no texto acima.
Música do dia: Ê boi. Banda Carrapicho. Pronto, parei.

14 de fevereiro de 2011


Hoje vim chocado.
Tudo que encosto me dá choque.
Pessoas, laptops, teclados e até torneiras de banheiro.
Será que estou me tornando o Magneto dos X-Man?
Ou serão as partículas elétricas captadas no deslocamento de Intruder?
Vim pela Platina. Mais reto e mais fácil o percurso.
Corro o risco das blitz, mas, prefiro assim.
Minha boca ainda está machucada, meu pescoço ainda dói.
Meu bolso também doeu na hora do almoço.

Música do dia: Toda forma de poder / Engenheiros do Hawai
Cena do dia: Encontrar minha filha, despropositalmente, dentro do shopping onde fui fazer o levantamento de preços de meu material escolar.
Frase do dia: Sabe aquele prédio em cima do banco HSBC na Alagoas? Frase dita, inadivertidamente, por uma solicitadora de trabalho freelancer ao celular.

11 de fevereiro de 2011




Hoje vim atrasado. 28 minutos, apenas.
Luto bravamente contra a chegada da febre.
Meu omoplata dói, meu pescoço idem. Meu cérebro flutua em minha caixa craniana. De vez em quando ela esbarra nas borda dos meus ossos e sinapses de dor são ecoadas por todo meu corpo.
Empurro para o fim de semana a prostração inevitável.
Hoje, dormi 20 minutos a mais para ter gás de chegar até o sábado a tarde.
Vim de carro para fazer carreto.
Como o tubarão demora para se locomover entre os outros peixes metálicos urbanos.
Minha vaga estava lá, quietinha e com sombra.
Os gastos com deslocamento são absurdos quando pensamos em 17 anos de carteira.
Dava para comprar um outro carro. Mas, aí eu gastaria mais dinheiro que dava para comprar um outro carro e, assim sucessivamente, até eu ter uma frota inteira de tubarões. Ciclo retrofágico poluitivo.
MInhas aulas vão bem, obrigado. Ontem, fiz meu primeiro desenho de observação. Nada mal para um artista prático.
Começo a gostar de ter obrigações acadêmicas diárias. Espero que continue assim.
A franja deve ser encurtada amanhâ. Mais tempo até que o cabelo fique comprido satisfatoriamente. Tenho todo o tempo do mundo. 

10 de fevereiro de 2011


Hoje vim debilitado.
Só para constar, não tenho nada a declarar.

9 de fevereiro de 2011





Hoje vim debilitado.

Acredito que devido ao estresse vivenciado durante meu fim de semana somado à uma nova rotina de 3 turnos, me encontre debilitado em termos de defesa. Isso tudo ocasionou uma pequena brotoeja em meus lábios.
Típico de um corpo sem defesas.
Um herpes horrível que enfeia ainda mais esse rostinho angelical.
Nada que um aciclovir tópico e um almoço caprichado não sejam capazes de reverter.
Vim de moto mais uma vez. Ainda vacilo nas subidas, mas me saio bem no posicionamento da via. Ocupo o lugar de um carro e me protejo dos motoboys assassinos que brincam de frogger (referência oitentista para os jogadores de odyssey.
Mochila vermelha para chamar a atenção dos veículos e dos ladrões de mochilas vermelhas no trânsito.
Meu celular representou problemas de desligamento esporádico e, involuntariamente, afecta a preocupação de meus parentes e agregados que precisam de notícias sempre que me desloco sobre duas rodas.
Tudo satisfatoriamente resolvido.

8 de fevereiro de 2011




Hoje vim acelerado.
Não sei o que me acontece, mas ao me sentar numa moto a minha vida fica mais bonita.
O vento no rosto, o sol esturricando os braços e o motor urrando em meus ouvidos é algo impossível de ser descrito.
A adrenalina corre juntamente com a partida do motor.
Cheguei na Intra após a inusitada transferência de documentos no Detran.
Tudo deu certo, dentro daquilo que pode esperar de uma vistoria no Detran. Atendentes com o colete da polícia federal intimidam e o transformam na pessoa mais legal e respeitável do mundo.
Sorri na chegada, na vetada de cor de seta da moto e na volta para a re-vistoria.
Tudo bem natural e satisfatório, típico de quem está sendo avaliado por um policial federal.
Vim de moto ainda na clandestinidade. Querendo melhorar minha aptidão para a arte de andar nas ruas de bh.
Tive que me testar mesmo sabendo de meus limites legais.
Acredito que só assim eu consiga tirar carteira sem ter que gastar rios de dinheiro com moto-escola. Etapa, inclusive, já percorrida há uns dez anos atrás e extremamente útil para a aventura realizada hoje.
Obrigado ao Duda pela disposição, parceria, facilitação e camaradagem oriunda de quase 30 anos de amizade.
Ainda voltamos numa motocada lado a lado, nunca dantes acontecida em nossa vida de pedal.

Frase do dia: "Eu já salvei o arquivo. Por enquanto ele se chama untitled."

7 de fevereiro de 2011




Hoje vim madrugado.
5 da matina já estava imitando um zumbi com objetivos e metas.
Rolamento para fora da cama, zig zag até o chuveiro, imersão em apnéia no fluxo quente da água valiosa.
Deslocamento lento mas contínuo até a gaveta das cuecas.
Envelopamento do corpo nu e tapas na cabeça para ver se tudo estava no lugar.
Alguns contra-tempos de vai e vém até que o motor do tubarão baleia acendesse e definisse que era hora de correr para a rodoviária antes que o ônibus de minha amada partisse para seu destino longínquo.
Ainda era noite quando cheguei em minha vaga que não precisa de faixa azul.
Tirei meus sapatos, deitei o banco do carona e bodei por 2 horas inteiras.
Um sono alpha, enxurradas sinápticas aparentemente desconexas rechearam meu sono e me conduziram a locais nunca dante navegados.
Mistura de cenas de filmes com idas ao mac donalds, mulheres coxinhas voavam soltando cupcakes na cabeça de crocodilos gigantes que usavam aparelhos bucais. Um rebu difícil de reproduzir até pelo Steven Spielberg.
Acordei num estalo, força do ímpeto de chegar 8:30 na agência. Zumbizei com o cabelo desgrenhado e os olhos inchados da experiência sensorial que acabara de viver.
Chego na agência e ninguém para me abrir a porta.
Vaguei pela savassi à procura de um Toddynho com preço razoável.
Pronto, comecei meu dia escrevendo esse relato emocionado.

Música do dia: I don't know why I love you, but I do. Autor desconhecido por mim.
Cena do dia: Pés descalços sobre o painel do tubarão em plena vaga em frente ao palácio da liberdade.
Frase do dia: Bem vindo à rotina.

4 de fevereiro de 2011




Hoje vim duplicado.
Ontem e hoje se encontraram agora.
Manter algo atualizado a longo prazo é, no mínimo, um ótimo exercício de memória.
Tenho tido pouco tempo vago.
Muitos jobs vão e vem da pauta, como que buscando um equilíbrio natural com isso.
Escrevo, por exemplo, no canto de uma página de um layout. Usando o indesign como plataforma de desenvolvimento para otimizar meu cronograma.
Minha motoca dorme serena lá em minha garagem.
Só esperando a minha bunda quente para esquentar o seu motor de 125cc.
Andar de moto é sim o maior sinônimo de liberdade.
Tudo pode quando se tem a mão no acelerador.
O vento trambula a bochecha e zune no zouvido espremido pela espuma do capacete. Enquanto isso, a adrenalina circula como gasolina pelos conduítes de um motor já operado.

Descobri a vida. Que o deus motoboy proteja mais um desalmado e peligoso.

2 de fevereiro de 2011


Hoje vim encasquetado.
Minha franja insiste em crescer só de um lado.
Devo insistir até que a merda se homogenize.
Barba por fazer e marca de óculos na base da nareba.
Usar óculos para enxergar melhor as agruras da vida e ainda ganhar uma marca horrorosa na base da nareba. ô vida boa, viu!

Cena do dia: Ver que a Clara é a aluna mais alta da sala dela em seu primeiro dia de aula.

1 de fevereiro de 2011




Hoje vim capacetado.
Agora é lei. Designer gráfico de miolo mole tem que usar o EPI capacetal durante brainstorms e insights criativos. A lei 171 do código de conduta da Designers Fodidos Institute divulgou a nota no diário oficial da união israelita do quadrante regular.
Eu, como miolo mole master plus, já me adequei às novas exigências do sindapro. Estou capacitado a qualquer job que traga consigo uma imensa dor de cabeça.
Acabo de comprar uma moto Intruder 125 de meu amigo de infância. A "Intrusa" será incorporada à garagem para fazer companhia ao Tubarão Baleia. Juntos eles me levarão para trabalhar, estudar, passear e comprar pão. Não, necessariamente, nessa mesma ordem.

Hoje faço 3 anos de namoro. Um marco importantíssimo em minha vida.
Conciliar namorada, filha, dinheiro, família, amizades, cursos de capacitarão, noites de freelancer e tudo mais que uma vida normal engloba é algo para poucos. Sinto me um vencedor.
Até então, eu e ela mantivemos a sanidade mental, sustentada simplesmente pelo sentimento de amor mútuo inerente ao nosso encontro mágico.
É um mérito ficar 3 anos com alguém que mora em outra cidade distante. A tendência é que a distância se encurte a partir de agora e quem sabe… Não vou especular aqui a minha felicidade.
Obrigado Mozilla por ter vindo até esse ponto comigo.
O clima está ameno, uns 45 graus na sombra. Bebo água como um camelo, suo feito um pedreiro e tenho muita vontade de fugir para aquela praia que lateja em meu subconsciente. Só aguardo o resultado dessa mega sena para confirmar a minha reserva.
Água de coco, cerveja trincando, ducha de água doce, quiosque cheio de bons amigos, meu motorhome estacionado do lado do quiosque, música boa por minha conta e risoc e, lógico, uma câmera fotográfica para provar ao meu blog que eu não nasci on-line.

Música do dia:
Se você quiser e vier pro que der e vier comigo / Elba Ramalho

Cena do dia:
Idealizar meus sonhos rapidamente sem pensar.

Frase do dia:
Roceiras gritando pro parente largado para trás num ponto da avenida do Contorno. Mesmo depois do ónibus arrancar, as duas ainda estenderam a resenha via celular com outro parente distante para relatar toda a situação. O palavrão ficou amargando a minha garganta até a hora do almoço.