13 de janeiro de 2011


Hoje vim ensopado. Impedido de entrar no navio negreiro.
Rios caíam dos céus me obrigando a usar o inútil e questionável guarda-chuva.
Uma arma letal na mão de senhoras sem-noção que saem na cidade só para cegar as pessoas.
Sem contar com o desfile de horrores e mal-gosto típicos da tradicional família mineira.
Entre eu e o 2151 havia o Mar Vermelho. Nem se eu fosse o Moisés, conseguiria sair seco da tempestade matutina.
Aos que se aventuraram cruzá-lo, um ônibus lotado de pessoas com guarda-chuvas semi abertos. Desisti ao perceber que a última pessoa a entrar foi ajudada a ser deglutida por osmose pelo gigante retangular amarelo.
O atraso foi inevitável. Pelo menos cheguei semi-seco na Intra.
Dentro dos banheiros havia o estacionamento de guarda-chuvas. O meu, soberando pelo seu diâmetro imponente, quase que acolheu os filhotes que lá estavam.
Gosto de chuva, principalmente, se não tenho que sair de casa.

Música do dia: Tomar um banho de chuva / Vanessa da Mata Atlântica
Cena do dia: Não conseguir fazer xixi pois haviam uns 4 guarda-chuvas entre mim e o vaso sanitário.
Notícia do dia: Rafa Teixeira passou de estagiário para Designer Juninho. Parabéns, menino.

PS - Ao fundo, Wends e Simone praticam a ociosidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário