25 de fevereiro de 2011
Hojevimdescompassadosemsabersevinhaousecompravaumamotocicleta.saidecasatardeesquecicoisasdeimeiavoltavolverevolvi.pareifiqueiolhandooarmárioprocurandoalgoquenãosabiaoquê.pergunteiparaafrancinhaminhaempregadamucamaquecuidadaminhacasaquasedesdequenasciequevaiseafastardenovoportempoindeterminado.diacheiodeidasevindas.vagadepoisdasdezsóadeumahora.usoatécnicafaixapretadeseusarofaixaazul.ponhocomantecedênciaetrocoatrasado.temfuncionadoatéentão.orafaapontaparamimqueapontoparaovitorqueagradeceaosenhorporsersexta-feiraeaindasourefletidopelateladowends.hiperlinkmetafísicodesproposital.
músicadodia:marchinhadecarnaval.
cenadodia:flagrarmulhernagarupadeumamotobulinandoosmamilosdeseunamorado.
22 de fevereiro de 2011
Hoje vim cansado.
Parece mentira mas não estou conseguindo elocubrar sobre a sociedade capitalista nos últimos dias.
É triste não conseguir destilar meu veneno crítico destrutivo não-construtivo.
Não, não mudei de ideia sobre nada.
Em geral, as pessoas ainda me decepcionam.
Os registros continuam mas só a expressão se calou.
Por pouco tempo.
Frase do dia: Acendo o cachimbo da caxeta da caxola. Marquei um X no meu coração.
21 de fevereiro de 2011
Hoje vim bem humorado.
Adoro acordar achando que estou atrasado e perceber que estou super adiantado.
Obrigado ao horário de verão que mudou todo o meu metabolismo para que após quase 5 meses de doutrina física eu pudesse acordar com culpa e ter a alegria de não ser culpado.
Consumismo anestésico.
Ah! se toda manhâ minha fosse assim cheia de manha.
Existe um sorriso cínico presente em meu rosto hoje. Nunca tinha reparado isso. Similar ao Serj Tankian. quem me dera.
Será que é assim que os outros me enxergam?
Música do dia: Cara estranho / Los Hermanos
18 de fevereiro de 2011
Hoje vim revisitado.
Clair veio na Intra sozinha do colégio.
Estou ficando velho. E cada vez melhor.
Como um vinho chileno brasileiro com a rolha curtida. A rolha curtiu isso.
Dia cheio. Nem pensei no que escrever.
Saio daqui voando para aula de História da Arte.
Clara vai comigo. Filha de artista prático com iniciação em artes práticas.
16 de fevereiro de 2011
15 de fevereiro de 2011
Hoje vim meta inserido digitalmente.
Uma câmera registra a cena captada pelo ipod que por sua vez, mostra o conteúdo do hojevimassado na tela de um ipad que é segurado por mim enquanto alinho os suportes digitais e aperto a tecla que clica a câmera do imac. Patrocinador exclusivo: Apple. Co-patrocinador exclusivo e essencial para a experimentação: Wenderson Sobreira (mão e gadgets).
Viva a maldita inclusão digital. Quase que uma meta realidade aumentada, diminuída apenas pela mediocridade desse interlocutor pós-contemporâneo com um "Q" de surrealismo sensorial.
Ser artista é muito mais uma arte de explicar obras do que, necessariamente, fazê-las.
Todo artista deve andar com um dicionário gigante debaixo dos braços, além de um godê com tampa para reaproveitar tintas, um mouse ótimo sem fio wire less bluetooth, uma câmera digital de trocentos megapixels no pescoço, um capacete preto na cabeça, além claro do caderno e do cigarrinho de artista no bolso.
Vim atrasado, peguei um trânsito dos diabos, depois de 8:20 é sinistro.
Amanhâ virei mais cedo. Prometo a esse site.
Cena do dia: Motoqueiro caindo parado ao ir calibrar o pneu de sua moto. Nada grave, só deve ter doído a vergonha mesmo.
Frase do dia: Descubra, descreva e defina o valor de "Q" no texto acima.
Música do dia: Ê boi. Banda Carrapicho. Pronto, parei.
14 de fevereiro de 2011
Hoje vim chocado.
Tudo que encosto me dá choque.
Pessoas, laptops, teclados e até torneiras de banheiro.
Será que estou me tornando o Magneto dos X-Man?
Ou serão as partículas elétricas captadas no deslocamento de Intruder?
Vim pela Platina. Mais reto e mais fácil o percurso.
Corro o risco das blitz, mas, prefiro assim.
Minha boca ainda está machucada, meu pescoço ainda dói.
Meu bolso também doeu na hora do almoço.
Música do dia: Toda forma de poder / Engenheiros do Hawai
Cena do dia: Encontrar minha filha, despropositalmente, dentro do shopping onde fui fazer o levantamento de preços de meu material escolar.
Frase do dia: Sabe aquele prédio em cima do banco HSBC na Alagoas? Frase dita, inadivertidamente, por uma solicitadora de trabalho freelancer ao celular.
11 de fevereiro de 2011
Hoje vim atrasado. 28 minutos, apenas.
Luto bravamente contra a chegada da febre.
Meu omoplata dói, meu pescoço idem. Meu cérebro flutua em minha caixa craniana. De vez em quando ela esbarra nas borda dos meus ossos e sinapses de dor são ecoadas por todo meu corpo.
Empurro para o fim de semana a prostração inevitável.
Hoje, dormi 20 minutos a mais para ter gás de chegar até o sábado a tarde.
Vim de carro para fazer carreto.
Como o tubarão demora para se locomover entre os outros peixes metálicos urbanos.
Minha vaga estava lá, quietinha e com sombra.
Os gastos com deslocamento são absurdos quando pensamos em 17 anos de carteira.
Dava para comprar um outro carro. Mas, aí eu gastaria mais dinheiro que dava para comprar um outro carro e, assim sucessivamente, até eu ter uma frota inteira de tubarões. Ciclo retrofágico poluitivo.
MInhas aulas vão bem, obrigado. Ontem, fiz meu primeiro desenho de observação. Nada mal para um artista prático.
Começo a gostar de ter obrigações acadêmicas diárias. Espero que continue assim.
A franja deve ser encurtada amanhâ. Mais tempo até que o cabelo fique comprido satisfatoriamente. Tenho todo o tempo do mundo.
10 de fevereiro de 2011
9 de fevereiro de 2011
Hoje vim debilitado.
Acredito que devido ao estresse vivenciado durante meu fim de semana somado à uma nova rotina de 3 turnos, me encontre debilitado em termos de defesa. Isso tudo ocasionou uma pequena brotoeja em meus lábios.
Típico de um corpo sem defesas.
Um herpes horrível que enfeia ainda mais esse rostinho angelical.
Nada que um aciclovir tópico e um almoço caprichado não sejam capazes de reverter.
Vim de moto mais uma vez. Ainda vacilo nas subidas, mas me saio bem no posicionamento da via. Ocupo o lugar de um carro e me protejo dos motoboys assassinos que brincam de frogger (referência oitentista para os jogadores de odyssey.
Mochila vermelha para chamar a atenção dos veículos e dos ladrões de mochilas vermelhas no trânsito.
Meu celular representou problemas de desligamento esporádico e, involuntariamente, afecta a preocupação de meus parentes e agregados que precisam de notícias sempre que me desloco sobre duas rodas.
Tudo satisfatoriamente resolvido.
8 de fevereiro de 2011
Hoje vim acelerado.
Não sei o que me acontece, mas ao me sentar numa moto a minha vida fica mais bonita.
O vento no rosto, o sol esturricando os braços e o motor urrando em meus ouvidos é algo impossível de ser descrito.
A adrenalina corre juntamente com a partida do motor.
Cheguei na Intra após a inusitada transferência de documentos no Detran.
Tudo deu certo, dentro daquilo que pode esperar de uma vistoria no Detran. Atendentes com o colete da polícia federal intimidam e o transformam na pessoa mais legal e respeitável do mundo.
Sorri na chegada, na vetada de cor de seta da moto e na volta para a re-vistoria.
Tudo bem natural e satisfatório, típico de quem está sendo avaliado por um policial federal.
Vim de moto ainda na clandestinidade. Querendo melhorar minha aptidão para a arte de andar nas ruas de bh.
Tive que me testar mesmo sabendo de meus limites legais.
Acredito que só assim eu consiga tirar carteira sem ter que gastar rios de dinheiro com moto-escola. Etapa, inclusive, já percorrida há uns dez anos atrás e extremamente útil para a aventura realizada hoje.
Obrigado ao Duda pela disposição, parceria, facilitação e camaradagem oriunda de quase 30 anos de amizade.
Ainda voltamos numa motocada lado a lado, nunca dantes acontecida em nossa vida de pedal.
Frase do dia: "Eu já salvei o arquivo. Por enquanto ele se chama untitled."
7 de fevereiro de 2011
Hoje vim madrugado.
5 da matina já estava imitando um zumbi com objetivos e metas.
Rolamento para fora da cama, zig zag até o chuveiro, imersão em apnéia no fluxo quente da água valiosa.
Deslocamento lento mas contínuo até a gaveta das cuecas.
Envelopamento do corpo nu e tapas na cabeça para ver se tudo estava no lugar.
Alguns contra-tempos de vai e vém até que o motor do tubarão baleia acendesse e definisse que era hora de correr para a rodoviária antes que o ônibus de minha amada partisse para seu destino longínquo.
Ainda era noite quando cheguei em minha vaga que não precisa de faixa azul.
Tirei meus sapatos, deitei o banco do carona e bodei por 2 horas inteiras.
Um sono alpha, enxurradas sinápticas aparentemente desconexas rechearam meu sono e me conduziram a locais nunca dante navegados.
Mistura de cenas de filmes com idas ao mac donalds, mulheres coxinhas voavam soltando cupcakes na cabeça de crocodilos gigantes que usavam aparelhos bucais. Um rebu difícil de reproduzir até pelo Steven Spielberg.
Acordei num estalo, força do ímpeto de chegar 8:30 na agência. Zumbizei com o cabelo desgrenhado e os olhos inchados da experiência sensorial que acabara de viver.
Chego na agência e ninguém para me abrir a porta.
Vaguei pela savassi à procura de um Toddynho com preço razoável.
Pronto, comecei meu dia escrevendo esse relato emocionado.
Música do dia: I don't know why I love you, but I do. Autor desconhecido por mim.
Cena do dia: Pés descalços sobre o painel do tubarão em plena vaga em frente ao palácio da liberdade.
Frase do dia: Bem vindo à rotina.
4 de fevereiro de 2011
Hoje vim duplicado.
Ontem e hoje se encontraram agora.
Manter algo atualizado a longo prazo é, no mínimo, um ótimo exercício de memória.
Tenho tido pouco tempo vago.
Muitos jobs vão e vem da pauta, como que buscando um equilíbrio natural com isso.
Escrevo, por exemplo, no canto de uma página de um layout. Usando o indesign como plataforma de desenvolvimento para otimizar meu cronograma.
Minha motoca dorme serena lá em minha garagem.
Só esperando a minha bunda quente para esquentar o seu motor de 125cc.
Andar de moto é sim o maior sinônimo de liberdade.
Tudo pode quando se tem a mão no acelerador.
O vento trambula a bochecha e zune no zouvido espremido pela espuma do capacete. Enquanto isso, a adrenalina circula como gasolina pelos conduítes de um motor já operado.
Descobri a vida. Que o deus motoboy proteja mais um desalmado e peligoso.
2 de fevereiro de 2011
Hoje vim encasquetado.
Minha franja insiste em crescer só de um lado.
Devo insistir até que a merda se homogenize.
Barba por fazer e marca de óculos na base da nareba.
Usar óculos para enxergar melhor as agruras da vida e ainda ganhar uma marca horrorosa na base da nareba. ô vida boa, viu!
Cena do dia: Ver que a Clara é a aluna mais alta da sala dela em seu primeiro dia de aula.
1 de fevereiro de 2011
Hoje vim capacetado.
Agora é lei. Designer gráfico de miolo mole tem que usar o EPI capacetal durante brainstorms e insights criativos. A lei 171 do código de conduta da Designers Fodidos Institute divulgou a nota no diário oficial da união israelita do quadrante regular.
Eu, como miolo mole master plus, já me adequei às novas exigências do sindapro. Estou capacitado a qualquer job que traga consigo uma imensa dor de cabeça.
Acabo de comprar uma moto Intruder 125 de meu amigo de infância. A "Intrusa" será incorporada à garagem para fazer companhia ao Tubarão Baleia. Juntos eles me levarão para trabalhar, estudar, passear e comprar pão. Não, necessariamente, nessa mesma ordem.
Hoje faço 3 anos de namoro. Um marco importantíssimo em minha vida.
Conciliar namorada, filha, dinheiro, família, amizades, cursos de capacitarão, noites de freelancer e tudo mais que uma vida normal engloba é algo para poucos. Sinto me um vencedor.
Até então, eu e ela mantivemos a sanidade mental, sustentada simplesmente pelo sentimento de amor mútuo inerente ao nosso encontro mágico.
É um mérito ficar 3 anos com alguém que mora em outra cidade distante. A tendência é que a distância se encurte a partir de agora e quem sabe… Não vou especular aqui a minha felicidade.
Obrigado Mozilla por ter vindo até esse ponto comigo.
O clima está ameno, uns 45 graus na sombra. Bebo água como um camelo, suo feito um pedreiro e tenho muita vontade de fugir para aquela praia que lateja em meu subconsciente. Só aguardo o resultado dessa mega sena para confirmar a minha reserva.
Água de coco, cerveja trincando, ducha de água doce, quiosque cheio de bons amigos, meu motorhome estacionado do lado do quiosque, música boa por minha conta e risoc e, lógico, uma câmera fotográfica para provar ao meu blog que eu não nasci on-line.
Música do dia:
Se você quiser e vier pro que der e vier comigo / Elba Ramalho
Cena do dia:
Idealizar meus sonhos rapidamente sem pensar.
Frase do dia:
Roceiras gritando pro parente largado para trás num ponto da avenida do Contorno. Mesmo depois do ónibus arrancar, as duas ainda estenderam a resenha via celular com outro parente distante para relatar toda a situação. O palavrão ficou amargando a minha garganta até a hora do almoço.
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