Hoje vim madrugado.
5 da matina já estava imitando um zumbi com objetivos e metas.
Rolamento para fora da cama, zig zag até o chuveiro, imersão em apnéia no fluxo quente da água valiosa.
Deslocamento lento mas contínuo até a gaveta das cuecas.
Envelopamento do corpo nu e tapas na cabeça para ver se tudo estava no lugar.
Alguns contra-tempos de vai e vém até que o motor do tubarão baleia acendesse e definisse que era hora de correr para a rodoviária antes que o ônibus de minha amada partisse para seu destino longínquo.
Ainda era noite quando cheguei em minha vaga que não precisa de faixa azul.
Tirei meus sapatos, deitei o banco do carona e bodei por 2 horas inteiras.
Um sono alpha, enxurradas sinápticas aparentemente desconexas rechearam meu sono e me conduziram a locais nunca dante navegados.
Mistura de cenas de filmes com idas ao mac donalds, mulheres coxinhas voavam soltando cupcakes na cabeça de crocodilos gigantes que usavam aparelhos bucais. Um rebu difícil de reproduzir até pelo Steven Spielberg.
Acordei num estalo, força do ímpeto de chegar 8:30 na agência. Zumbizei com o cabelo desgrenhado e os olhos inchados da experiência sensorial que acabara de viver.
Chego na agência e ninguém para me abrir a porta.
Vaguei pela savassi à procura de um Toddynho com preço razoável.
Pronto, comecei meu dia escrevendo esse relato emocionado.
Música do dia: I don't know why I love you, but I do. Autor desconhecido por mim.
Cena do dia: Pés descalços sobre o painel do tubarão em plena vaga em frente ao palácio da liberdade.
Frase do dia: Bem vindo à rotina.

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