4 de março de 2011
Hoje vim com a franja por fazer.
Sei que estou ausente desde o começo da semana.
Encontro dificuldades em conciliar minha vida promíscua de designer frustrado com a promissora carreira acadêmica mal remunerada de artista.
Pintar um quadro? mas sem cliente para bombar? isso existe?
Receio um tilt criativo.
Procuro o vazio, o ócio não criativo, a cervegelada no freezer. O freezer é livrezer?
Nessa semana, peguei chuva, comi uns 6 pães de queijo, 2 toddynhos e muita bala de maçã verde.
Procuro nela cometer o pecado da gula.
Me sinto como um helicóptero tentando estacionar. Turbulento. Turbo lento?
Hiperlink para uma twittada oportuna.
Hoje rasgo a estrada até Diamantina.
Carnaval sambado enlatado de skol.
Camping com chuva só para mostrar que não sou de açúcar. Apesar da minha doçura máscula e redondamente enganada.
Preciso desenhar mais, clicar mais, ganhar mais e correr menos.
Meu relógio tem cobrado muito de mim.
Minha vontade é parar agora de teclar, sair por aquela porta à minha direita de quem vem, clicar no elevador, e dar um download até o térreo, onde se encontra meu delorean que será capaz de me levar para o futuro perdido dos ponteiros do meu relógio.
Só assim ganharei tempo para atualizar esse diário semanal.
Cena do dia: cortar a savassi umas 4 vezes só para adiantar todos meus afazeres
Frase do dia: a squeeze que a gente dá aqui no banco é só para quem faz o título de capitalização. Elas são contadas.
Música do dia: faixa 14 do CD usuário / planet hemp
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