14 de março de 2011




Hoje vim deitado...
... no chão da rodoviária.
Nada como um cambão no saguão da rodoviária às 6 da matina para despertar a adrenalina mofada de minhas entranhas estranhas.
Um estabaco suave, aparado pela mão dela e pela gorducha e inusitada mala Lollypop.
Levantei, sacudi o molhado e nem olhei para o lado.
Tratei a situação como normal, tipo um flash mob solitário não intencional pecaminoso.
Marcado pela plástica dos movimentos, o tombo se deu quase que em câmera lenta, as imagens subitamente borradas e uma aterrisagem macia tipo as dos võos da TAM.
O maior inconveniente foi o chacoalho de sentimentos. Misturou tudo dentro de mim. Algumas ideias foram para o intestino delgado e logo viraram uso capeão. Outras, desceram pelo diafragma directo para meus pulmões. Respiro estratégias para continuar a respirar sem a ajuda de aparelhos ortodônticos.
Falta uma semana para o sorriso metálico voltar a ser branco.
O blog será o terceiro a saber. Primeiro ele, o dentista, segundo eu em frente ao espelho.

Música do dia: Cuida bem de mim / Dalto (pronto parei)
Detesto essa minha cultura ecléctica inútil.

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