Hoje vim Vivo, vivinho.
Quem é designer vai ficar vivinho, quem for insecto vai morrer!
Meu dia se resume a:
1 hora de deslocamento
15 horas de atividades pseudo-intelectuais
5 horas de sono profundo conturbado com ideias, feelings, achismos e fritações emocionais.
Já os robôs não. Ficam quietos, pouco falam com a voz digitalizada e não sentem nada a não ser curto-circuitos ou reboots na placa-mãe.
Descobri o segredo do fracasso da miséria que se encontram meus penteados matutinos. Meu capacete funciona como uma toca tosca.
Acordo, tomo banho, lavo a belosca e pum! Boto a melancia preta para abafar a capilaridade. O resultado é essa mazela explícita diária. Só fico gato aos domingos. Mas, nem saio para exibir-me. Fico com o Faustão, com o Zeca Camargo e com o Bial. Suicídio sócio-intelectual voluntário.
Trânsito lotado, motoristas mal educados e buracos do tamanho exato das rodas da Intruder.
Andar de moto é tranquilo, o trânsito é o dificultador. Penso em me mudar para pasárgada, nesse país lugar melhor não há.
Ouvir a algazarra dos pintassilgos, sentir o orvalho nas pétalas do capim gordura, comer a gordura da vacas que comem o capim-gordura e engordar ao som do sobe e desce do sol na tela chamada céu. Bucolismo e alcoolismo tendem a se misturar na cntp.
Música do dia: Eu tava triste, tristinho… / Telegrama / Zeca Baleiro.
Frase do dia: "Caloba, o remédio fitoterápico que não deixa a gripe chegar."
Cena do dia: Me lembrar que agora eu tenho um celular touch do tamanho de uma borracha Faber-Castell.

Nenhum comentário:
Postar um comentário