25 de abril de 2011



Hoje vim mal humorado.
Desaprendi a acordar num momento não natural de minha manha, desaprendi a trabalhar e usar a criatividade ao meu favor. Desaprendi a sarar de uma ressaca antiga. Desaprendi a viver de acordo com a sociedade. Desaprendi a não ter ninguém para contar meus sonhos. Nem sei porque estamos aqui e agora.
BH volta a ser o inferno de outrora. Milhões de carros, motoristas sonolentos e com cara de volta ao batidão. Barulho, fumaça, sol rachando e a corrida desleal contra o relógio que nunca para de trabalhar.
Não reconheço a páscoa. Não compro chocolate. Não deixo de comer carne nem mesmo penso no significado disso tudo. Respeito quem se encaixa nesse script e que acredita que realmente é um momento divino. Talvez a paz esteja nas ruas vazias e no silêncio do dia sem os monstrocarros.
Quisera eu que todas as pontes tivessem caído e jamais fossem reconstruídas. Sugiro que se instaure em Guarapari a colônia penal de BH. Todos que se foram jamais voltem para povoar nossas Savassis e Cristianos Machados.
E que os sitios de feriado se cerquem de mata-burros.

Enfim, o problema do mundo são seus moradores.


Frase do dia: Compro ilha barata longe de tudo e de todos. Tem que ter rede elétrica, saneamento completo, vista para a linha do horizonte e não constar no Google Earth. Pagarei capinando a ilha e construindo uma chopana com folhas de bananeira. Urgente! Estudo troca por celular, relógio, carro e moto.

Música do dia: Hotel Califórnia.


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