31 de maio de 2011

Hoje vim bem intencionado.

Dormi tarde e acordei cedo. Mais tarde do que o cedo de outrora, mas ainda assim cedo pelo medo de chegar tarde na auto-escola.
Sim, agora faço moto aulas.
Anda na garupa (que não é lugar de homem) até chegar ao lote vago transformado em pista do detran.
Uma máfia. Todos os instrutores escondidos na sombra com seus jornais de 25 centavos tampando-lhes a visão de seus pupilos.
Nós, os alunos embaixo da lua chamada sol. O capacete incha nosso cérebro e para um cair desmaiado não custa.
Capacete é na verdade um microondas de cérebro.
As motos mais parecem jeringonças e a formação intelectual de todos os envolvidos tende a zero. Todas elas têm adesivos com os nomes célebres de namoradas ou filhas de motoboys. Jeyziane, Juciclélia, Gerislauda, Ambrozinácia, Anelízia. O adesivo "vida loka" acho q caiu em desuso, pois não vi nenhum.
Educação é coisa muito séria. Acho que a redação é a única maneira de se avaliar a real sabedoria de um inidvíduo.
Voltando às aulas, são 10 olhadas para o lado, 3 ou 4 paradas obrigatórias, um slalom entre cones para mostrar que vc está com o equilíbrio em dia, um quebr-molas gigante que vc tem que parar no meio.
Duvido muito que tais aulas prevejam as portas dos carros se abrindo, os outros motoboys ultrapassando a cada segundo e o bafo quente dos canos de descarga nas narinas que o trânsito proporciona.
Hipocrisia é isso. Só com a carteira serei responsável. bullshit
Ah, e fora os 300,00, eu disse 300 reais para se fazer 15 aulas. Ou seja, instrutor de moto ganha mais que designer. Tenho motivos de sobra para ser pessimista, acreditem.
E não venham me falar de Deus, Jesus, Espírito Santo, sair da zona de conforto, proatividade ou qualquer instrumento motivacional que pregue o contrário.
Torça para ter sorte porque não existe vontade de fracasso em ninguém. Não é a força de vontade que te elege, é a sorte mesmo. O script de sua vida é quem define se vai ou não ter sucesso.
Qualquer outro argumento para mim é placebo.

Cenas do dia: Perguntar para um ajudante de tipógrafo sobre as atividades da gráfica em que ele trabalha e receber um dedo apontado para uma folha de papel impressa ao lado da máquina 1 cor offset acompanhada da frase: é isso aqui que nóis faiz.
A segunda cena de hoje vai para o instrutor colado no canto do muro e mijando, eu disse mijando! na parede do lote onde treino para ser um renomado motoqueiro.
Perdoe senhor, eles não sabem o que estão fazendo.

Frase do dia: Compro farmácia com estoque de barbitúricos vencido em Marte com vista para o sol. Único dono.

Até agora só 11 pessoas visitaram esse sítio virtual da rede mundial de computadores.

30 de maio de 2011




Hoje vim atarefado.
Até que eu apareça visualmente de novo por aqui, achei que um conteúdo visual interessante fosse o andamento desse blog. O hojevimassado bateu o recorde de acessos hoje, antes mesmo que eu viesse recheá-lo. Achei a informação importante apesar de inútil.
Sugiro então uma meta alimentação. Quanto mais vierem aqui, maior o número de visitas que constará como imagem. Hoje vieram 35, amanhâ serão 36? Viva as novas mídias com catraca eletrônica de acessos.
Hoje, também, muitas satisfações foram tiradas, passadas a limpo.
Guardei na gaveta todos os desaforos que levei para casa.
Estou exausto psicologicamente falando.
Cansado de tanto ter que me defender. Sou quase uma muralha da china ou seria um Lyoto Machida?
O dia foi produtivo em termos de metas.
O tudo ainda não é o suficiente.
Precisa-se sempre de mais até que o tudo se transforma em nada.
Nada a declarar.


Quase morro de dor de cabeça.

Frase do dia: Chapuletada sonora no tímpano dos outros é sinfonia de pardais. O foda é dormir com tanto barulho ecoando aqui dentro. Olheiras decoram esse rostinho de anjo. Pena que não podem ver.

25 de maio de 2011

Hoje vim sentado.

Em frente à TV, com uma xícara de café, um laptop no colo como a própria tradução sugere.
O lixo televisivo joga minha atenção para a tela do laptop que por precisar de interação me joga novamente para os canais inúteis.
Um ciclo vicioso que vicia a sociedade.
Aliás, quem assiste televisão às 10 da manhâ? Um desempregado? Uma vovózinha à espera do lobo mau? Ou um fanático por futebol que quer saber mais uma vez como foi o gol do timão na década de 70?
Várias são as opções de alienação.
A televisão tem o remédio certo para a sua paranóia. Navegue no controle remoto e deixe o sofá te engolir aos poucos. No meu aqui já encontrei alguns parentes que há tempos estavam sumidos. Achei-os no meio das molas, dos ácaros e dos restos de biscoitos maizena que estavam lá dentro.
A ideia de desconexão implica em conexão com a natureza, acredito.
O concreto cinza nos isolou de tudo. Fez a água escorrer léguas até o rio das velhas que vai para o são francisco que deságua no mar. É, talvez, o caminho natural para se fugir do mundo. Escorrer pelo esgoto e cair no mar, encontrar caixas pretas, quem sabe o Ulysses Guimarães, ser afogado pelas sereias e sumir completamente do mapa no triângulo das bermudas ( inclusive, um ótimo nome para uma loja de surfwear do shopping oi)

24 de maio de 2011

Hoje vim deslocado.

Saí do aconhego de meu lar para cair na savassi novamente.
É na Savassi que as coisas acontecem.
Vim passar a tarde no studio de meu cumpadre.
Trocar ideias, negociar favores e planejar o futuro que já é ultrapassado.
Os dias frios são mais bonitos. Os acontecimentos contribuíram para eu voltar a sorrir de soslaio, parafraseando ela.
Enfim, nada como um dia após o outro.
Viva o suicídio das novas mídias.
Agora somos livres independentemente se alguém curtiu ou não curtiu isso.
Sou feliz por estar off.
Meus olhos, meus cabelos à base de jojoba e minha cutis já refletem esse otimismo.
Viver e ter muita vergonha de ser feliz.

Música do dia: Aquela do Gonzaguinha
Cena do dia: Carro de puliça parado no sinal na minha frente e de repente 2 policiais armados em punho, saem acenando em minha direção. O frio na espinhela me dominou, as pernas bambearam, gaguejei mentalmente e depois sorri ao perceber que o delinquente transgressor não era eu e sim um motoboy malaco atrás de mim. Sorte de principiante. Ufs. Viva o corpo fechado. Calma bhtrans, já estou providenciando a minha carteira.  É que R$ 585,00 doem bastante quando saem da conta com a torneira fechada.

20 de maio de 2011

Hoje vim empenado.

Sabe quando você começa a ver aquele filmezinho no fim da madrugada e no primeiro minuto você apaga?
O frio te acorda tempos depois e você praticamente engolido pelo sofá.
Acordei e não consegui me desdobrar. Fui estilo zumbi até meus aposentos.
Precisarei de um formão para me endireitar.
Os impulsos fotoelétricos também poluíram meu HD. Estou ainda meio nublado.
O banho terá a função de descarrego da energia estática.
Imaginem a miséria cerebral que acontece quando dormimos em frente à tv. Nem despertos conseguimos freiar a abdução. Quando dormimos então, a globo praticamente nos transforma em Faustões Silvio Santianos.
Era Roberto Marinho um enviado de Deus? Seria ele o terceiro anti-cristo?
E se o anti-cristo for brasileiro?
O dia frio praticamente me obriga a um cappuccino com leite.
As pessoas ficam mais bonitas.... de longe, lógico.
De perto é a mesma desgraça. Não me convenço do contrário.
E o mofo dos casacos da coleção passada, hein? Espalhando seus ácaros pela decadente Belo Horizonte.
Talvez a revitalização da Savassi devesse começar pelos letreiros da Gujoreba. Sugiro arrancar tudo na porrada. A ausência de identidade é melhor que a péssima identidade.
Êta povinho bunda. Eta povinho silicone. Eta povinho chapinha. Eta povinho choppinho. Eta povinho futebolzinho antes do dominguinho do Faustinho.

19 de maio de 2011

Hoje vim despertado.

Para tudo que me rodeia.
Ainda tenho restícios de urgência em minhas atividades rotineiras.
Tomar café enquanto me arrumo é uma delas.
Foi-se o tempo que eu me sentava, pedia para alguém me passar o requeijão e pacientemente tirava os biscoitos de seu invólucro hermeticamente fechado.
Há anos não almoço com a certeza de não ter nada que possa ser feito pelo celular ou pela internet enquanto mastigo as 60 vezes necessárias para uma boa digestão.
Bem vindo à vida virtual.
O stress é seu amigo e te acompanha invisivelmente no celular, no laptop, no tempo e no espaço.
Só as buzinas de motos são capazes de nos despertar dessa repetição ilógica.
Se deliciem com os bi bi's e acordem em definitivo.
Ser marionete vai com os outros não te leva a lugar nenhum.
A não ser a se arrumar enquanto mastiga os biscoitos maizena.

18 de maio de 2011

Hoje vim cansado.

Fazer nada com algumas coisas interrompendo, ainda é motivo de cansaço.
O corpo só relaxa quando o cérebro não tem problemas.
Estratégia é a antecipação do stress.
Será que é disso que eu necessito?
Olhar a rua com o olhar de continuidade e liberdade é realmente uma experiência maravilhosa.
Ainda acho que o tempo urge.
O sol do inverno já começa  a dar seus sinais de iluminação diferenciada.
Eu e minha câmera sabemos disso. Contamos para a Intruder e aos poucos vou me dedicando mais aos olhares com fins de registro.
Terapia certa para arranjar o ponto médio de 18% de reflexão da luz e das ideias.
Muita coisa boa vai acontecer....



.... tolinho, acredita.

17 de maio de 2011

Hoje vim empolgado.
Enquanto descanso, carrego freela.
Não pense que a despesa aguenta se você parar.
O verme passeia na lua cheia.
O blog passará por uma fase mais textual e menos imagética.
A minha bagunça pessoal fere minha privacidade e estudo soluções para novamente poder ser retratado.
Cansei de ser apenas um rostinho bonito na telinha.



Posso,

           QUEM SABE?                     Brincar
visualmente                      com
                             as                      
                                                 palavras.


Mas isso são apenas especulações.


Um abraço à Guimarães Rosa.

16 de maio de 2011

Hoje vim parado.

5 de maio de 2011


Hoje vim havaiano.
O sol inspira o floral.
Confundiram-me com o Magnum de Tom Selleck.
Só falta o carro conversível, apesar de a Intruder ser conversível.
Estive pensando...
Será possível evitar a parte chata da vida? Desconsiderar completamente o incômodo é uma atitude autista?
O blazê elevado ao extremo confunde expectadores.

Cena do dia: Ver que a cor da minha camisa é mais bonita se usada do avesso.






Vídeo do dia: o causo do lambizame. http://www.youtube.com/watch?v=0Zt0B1bIkoc

2 de maio de 2011





Hoje vim libertado.
Sem aparelho sou mais eu.
Aprendo a sorrir rasgado aos poucos.
Me esqueço que o branco não mais se mistura com o cinza. Apenas um fio metálico irrisório passará a fazer parte de minha fachada bucal por longos 400 dias.
Hoje, avalio melhor se é ou não é imprescindível o tal uso do aparelho dentário.
Com aparelho, corre-se o risco do resultado não ser tão bom, do acúmulo de bactérias, de um acidente mais grave como um soco rasgante ou coisa parecida, além da feiura assumida e do incômodo indeterminado. Fico feliz de já ter cumprido essa etapa mas acho que não a repetiria. 
Hoje vim mais produzido para me sentir melhor e mais bonito. Acho que consegui.
O fim de semana foi punk, as músicas foram pop e meus sonhos surreais.
É inútil tentar me desapegar. Há um incômodo residente em meus pensamentos que nem com cerveja, nem com trabalho, nem com problemas maiores, nem com problemas menores, nem com sono, nem com televisão, nem chuveirada, nada cura minha agonia e minha disritmia. Isso é realmente frustrante. Ponto.

Música do dia: Caetano Veloso. Eta, eta eta eta, é lua e o sol é a luz de tieta eta eta!
Cena do dia: Sorrir e ficar feliz ao ver que meu sorriso é branco amarelado.