Hoje vim libertado.
Sem aparelho sou mais eu.
Aprendo a sorrir rasgado aos poucos.
Me esqueço que o branco não mais se mistura com o cinza. Apenas um fio metálico irrisório passará a fazer parte de minha fachada bucal por longos 400 dias.
Hoje, avalio melhor se é ou não é imprescindível o tal uso do aparelho dentário.
Com aparelho, corre-se o risco do resultado não ser tão bom, do acúmulo de bactérias, de um acidente mais grave como um soco rasgante ou coisa parecida, além da feiura assumida e do incômodo indeterminado. Fico feliz de já ter cumprido essa etapa mas acho que não a repetiria.
Hoje vim mais produzido para me sentir melhor e mais bonito. Acho que consegui.
O fim de semana foi punk, as músicas foram pop e meus sonhos surreais.
É inútil tentar me desapegar. Há um incômodo residente em meus pensamentos que nem com cerveja, nem com trabalho, nem com problemas maiores, nem com problemas menores, nem com sono, nem com televisão, nem chuveirada, nada cura minha agonia e minha disritmia. Isso é realmente frustrante. Ponto.
Música do dia: Caetano Veloso. Eta, eta eta eta, é lua e o sol é a luz de tieta eta eta!
Cena do dia: Sorrir e ficar feliz ao ver que meu sorriso é branco amarelado.


Roger, tb quero tirar o aparelho, que invejaaaaaaa!
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