Hoje vim sentado.
Em frente à TV, com uma xícara de café, um laptop no colo como a própria tradução sugere.
O lixo televisivo joga minha atenção para a tela do laptop que por precisar de interação me joga novamente para os canais inúteis.
Um ciclo vicioso que vicia a sociedade.
Aliás, quem assiste televisão às 10 da manhâ? Um desempregado? Uma vovózinha à espera do lobo mau? Ou um fanático por futebol que quer saber mais uma vez como foi o gol do timão na década de 70?
Várias são as opções de alienação.
A televisão tem o remédio certo para a sua paranóia. Navegue no controle remoto e deixe o sofá te engolir aos poucos. No meu aqui já encontrei alguns parentes que há tempos estavam sumidos. Achei-os no meio das molas, dos ácaros e dos restos de biscoitos maizena que estavam lá dentro.
A ideia de desconexão implica em conexão com a natureza, acredito.
O concreto cinza nos isolou de tudo. Fez a água escorrer léguas até o rio das velhas que vai para o são francisco que deságua no mar. É, talvez, o caminho natural para se fugir do mundo. Escorrer pelo esgoto e cair no mar, encontrar caixas pretas, quem sabe o Ulysses Guimarães, ser afogado pelas sereias e sumir completamente do mapa no triângulo das bermudas ( inclusive, um ótimo nome para uma loja de surfwear do shopping oi)
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