A insatisfação e o questionamento vêm me acompanhando desde sempre. Através dessa postura me isolei do mundo mas não das minhas convicções.
Enxergo muita coisa errada, muita postura duvidosa mas percebo com meu atual momento que nada disso adianta em termos de minha evolução pessoal. A menos que eu lance um manual de pessimismo e ele se torne um best seller.
Acontece que o mundo eleje as boas notícias, se aproxima dos otimistas e se alimenta de flores de plástico.
Posso usar isso ao meu favor em várias instâncias mesmo atropelando minha profunda essência. Não quero ser mártir de nada. Sou resultado de minha própria história de vida. Filosofo desde cedo e não consigo mais ser inocente com a seleção natural mascarada de moralismo e ética.
Felizes são os vencedores patéticos que na arrogância de seus pódios não conseguem ouvir as ideias que sussurram no meio da multidão.
O silêncio é seu melhor conselheiro. Aprendo com ele mas não consigo dividir com ninguém os lucros. Ganância de sorte e egoísmo de vontade de vencer.
Uma palestra encorajou-me a re-olhar minhas fotos de outra maneira. Já tinha vivenciado isso nas aulas de história da arte.
O artista precisa da legitimização do marchand. Parceria benéfica para os 2 lados. Isso é comensalismo?
Certo de que dias melhores virão intercalados novamente por dias bem ruinzinhos, sigo em frente dormindo em posição fetal para relembrar meus tempos de gênesis.
O mundo de Sofia já me acrescentou em apenas 40 páginas, me fez lembrar da Clara e de como o mundo se afoga no imediatismo. Um guia para cada vez mais me incomodar com os cegos por opção.
Música do dia: Ai se eu te pego... ai, ai se eu te pego. Te encho de porrada.
Palavra do dia: Percepção
Cena do dia: Visualizar a casa de Sofia com detalhes já sonhados por mim há vários anos. Será q lá é realmente assim?
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