Será que foi a Catuaba de ontem?
Será que foi a percepção de que eu não consigo mudar nada mesmo?
Ou será que simplesmente, a dor me deu uma trégua?
Inexplicavelmente me sinto bem.
Achando o dia bonito apesar de cinza.
Fazer vale mais que pensar.
Qual é o antídoto da dor fora os remédios?
A auto-indução, o pensamento positivo, o alinhamento dos astros, as fases da lua, a loja da apple, o prêmio da mega-sena e a piada de português são capazes disso?
O default é a ausência. De vez em quando nos colocam prismas de alegria e, sem querer, achamos que a vida é boa. Rogamos isso aos quatro ventos apenas para comunicar ao mundo que estamos com o prisma da felicidade modo on. Sintoma típico de quem usa esse prisma.
Mas aí, o estímulo perde a força, a rotina dá uma beliscada, o filho da puta buzina, a chuva derruba prédios, o colégio aumenta, vem o ipva, uniforme, material escolar, escândalos nacionais vêm à tona e você passa a perceber que o prisma não foi tão suficiente assim. Foi forte mas fulgaz.
E a vida vai seguindo até o leito de morte. Aquele onde você percebe que apesar de tudo era melhor ter inventado prismas quaisquer para ter mais sorrido que lamentado.
O antídoto é uma cerveja comigo e com o Rafa. E aí, vai?
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